REUTERS/Louiza Vradi
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Em meio a crise diplomática, Macron e Biden pretendem conversar nos próximos dias

Após o cancelamento pela Austrália de acordo bilionário para adquirir submarinos franceses, país europeu anunciou na sexta-feira, 17, que estava chamando de volta seus embaixadores de Washington e Camberra

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2021 | 09h15
Atualizado 19 de setembro de 2021 | 10h31

PARIS - Em meio à crise diplomática desencadeada pelo cancelamento de um contrato feito pela Austrália para adquirir submarinos franceses, o presidente da França, Emmanuel Macron, terá uma ligação com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nos próximos dias. O anúncio foi feito neste domingo, 19, por um porta-voz do governo francês.

A França disse na sexta-feira, 17, que estava chamando de volta seus embaixadores de Washington e Camberra por causa de um acordo de segurança trilateral firmado entre Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, que afundou uma encomenda multibilionária de submarinos franceses.

"O presidente Biden pediu para falar com o presidente da República (Emamanuel Macron) e haverá uma discussão por telefone nos próximos dias", disse o porta-voz do governo francês Gabriel Attal em programa de TV. A França, segundo ele, buscaria "esclarecimentos" sobre o cancelamento do pedido de submarino.

O cancelamento do contrato, fechado em 2016, causou fúria em Paris, que afirma não ter sido consultada por seus aliados. O governo australiano, no entanto, diz que deixou claras as suas preocupações durante meses. Após o "choque" inicial do cancelamento, seria necessário discutir as cláusulas contratuais, nomeadamente a compensação para o lado francês, adicionou Attal.

Entenda o cancelamento do acordo bilionário

A Austrália cancelou um acordo bilionário para adquirir submarinos convencionais franceses após firmar uma nova aliança com o Reino Unido e os Estados Unidos, por meio da qual obterá submarinos de propulsão nuclear americanos.

A França ficou furiosa, acusou a Austrália de "apunhalá-la pelas costas" e disse que não confiaria mais nas negociações comerciais com o país. Também acusou os Estados Unidos de comportamento impróprio para um aliado próximo. /REUTERS, AFP e EFE

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