Em meio à crise, ONU retira agentes da Costa do Marfim

Entidade teme mais distúrbios após contestadas eleições presidenciais

Agência Estado

07 de dezembro de 2010 | 10h55

ABIDJAN - A Organização das Nações Unidas (ONU) começou a retirar parte de seus funcionários da Costa do Marfim nesta terça-feira, 7.

 

A instituição teme mais distúrbios, após as contestadas eleições que ocorreram no país africano, informou um funcionário da entidade à agência AFP. "A transferência está ocorrendo. Esses funcionários que não são essenciais já começaram a deixar o país", disse a fonte, pedindo anonimato.

 

Mais cedo nesta terça-feira, a ONU em Nova York informou que realocará cerca de 460 funcionários da Costa do Marfim para a Gâmbia. Os dois candidatos presidenciais da Costa do Marfim, o atual presidente, Laurent Gbagbo, e seu rival, Alassane Ouattara, afirmam que ganharam a disputa.

 

Na semana passada, a ONU certificou o resultado eleitoral que confirmou a vitória de Ouattara. O resultado foi reconhecido por várias países, dentre eles EUA e França. No entanto, isso não impediu Gbagbo de realizar uma cerimônia de posse no fim de semana, durante a qual ele advertiu os estrangeiras a não interferirem.

 

Gbagbo chegou ao poder uma década atrás e permanece no cargo mesmo cinco anos depois do fim de seu mandato legal. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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