Andres Kudacki / AP
Andres Kudacki / AP

Em meio a escândalo de corrupção, premiê espanhol rejeita renunciar

'Vou defender a estabilidade política e vou cumprir o meu mandato', afirma Rajoy

O Estado de S. Paulo,

15 de julho de 2013 | 12h35

MADRI - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse nesta segunda-feira, 15, que não cogita de deixar o cargo após líderes da oposição pedirem sua renúncia devido a um escândalo sobre o financiamento ilegal do Partido Popular.

"Vou defender a estabilidade política e vou cumprir o mandato dado a mim pelos eleitores espanhóis", disse Rajoy em coletiva de imprensa. Ele disse que o escândalo não atrapalharia seu programa de reformas políticas.

A pressão sobre Rajoy aumentou nesta segunda-feira com o testemunho de um outrora confiável assessor perante um juiz sobre as acusações de financiamento ilegal ao partido no poder. Rajoy, que luta contra uma recessão econômica e tenta tapar um buraco no Orçamento, tem até agora limitado o impacto do escândalo a respeito de doações supostamente ilegais feitas por magnatas da construção, que teriam sido distribuídas como pagamentos em dinheiro aos líderes partidários em troca de contratos suculentos.

No centro do escândalo está o ex-tesoureiro do partido, Luis Bárcenas, 55 anos, que foi preso em junho acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e outros crimes. Um juiz da Alta Corte interrogou Bárcenas a portas fechadas por mais de três horas nesta segunda-feira.

Um advogado envolvido no caso disse que o ex-tesoureiro do PP deveria entregar documentos que mostram como ele operou por muitos anos um fundo secreto no partido. / REUTERS

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