Em meio a forte esquema de segurança, Malala viaja para sua cidade natal no Paquistão

Em meio a forte esquema de segurança, Malala viaja para sua cidade natal no Paquistão

É a primeira vez que a vencedora do Nobel da Paz visita Mingora após sofrer um ataque, em 2012, por defender a educação feminina

Efe

31 Março 2018 | 12h43

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, viajou neste sábado, 31, em meio a um forte esquema de segurança para Mingora, no noroeste do Paquistão, em sua primeira visita à sua cidade natal desde 2012, quando um grupo taleban disparou em sua cabeça, por conta de sua defesa da educação feminina.

+++ Malala visita Paquistão pela primeira vez após sofrer atentado

"Ela visitou com seus pais e seu irmão a sua casa, onde permaneceu por um tempo", disse à Agência Efe, uma fonte da polícia que pediu para não ser identificada.

A ativista chegou pela manhã em um helicóptero militar ao lado de seus pais e irmão à cidade do vale de Suat, onde se implantou um grande dispositivo das forças de segurança e muitas ruas permanecem fechadas por soldados do Exército, informou à Efe uma fonte militar, que também manteve o anonimato.

Posteriormente, a jovem de 20 anos, que também é acompanhada pela ministra da Informação do país, Marriyum Aurangzeb, se dirigiu ao Instituto de Cadetes Gali Bagh, centro educacional militar, a cerca de 30 quilômetros de Mingora, onde se reuniu com estudantes em um encontro, onde também foram convidados amigos de Malala.

A fonte militar disse que a ativista visitará uma escola construída pelo Fundo Malala no distrito de Shangla.

Malala retornou ao Paquistão na última quinta-feira, 29, onde foi recebida pelo governo e as instituições paquistanesas com honras, em sua primeira viagem ao seu país natal desde que foi baleada na cabeça, em 2012, por defender a educação das meninas.

A ativista não conteve as lágrimas durante um discurso no gabinete do primeiro-ministro, Shahid Khaqan Abbasi, no qual afirmou que retornar ao seu país é um "sonho". No entanto, sua presença também despertou duras críticas e protestos, como a organizada pela principal associação de escolas privadas do país sob o lema "Eu não sou Malala". A jovem reside no Reino Unido para aonde foi levada após seu ataque em 2012 e agora estuda na Universidade de Oxford.

O Fundo Malala foi criado em 2013, por Malala e seu pai, Ziauddin, como fundação para conscientizar sobre os impactos social e econômico que a educação feminina tem. Um ano depois, ela se tornou, aos 17 anos, a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, condecoração que compartilhou com Kailash Satyarthi, ativista contra o trabalho infantil na Índia.

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