Em meio a greve, Bangladesh prende opositores

Mais de 100 ativistas políticos da oposição foram presos em Bangladesh, afirmou hoje a polícia, enquanto uma greve de 36 horas contra mudanças eleitorais parava boa parte do país pelo segundo dia. A polícia afirmou que 122 pessoas foram detidas desde a noite de sábado e ficarão presas por até seis meses. Mais de 100 outros ativistas também foram detidos, por causa da violência esporádica ocorrida no país.

AE, Agência Estado

13 de junho de 2011 | 12h51

"Equipes especiais de magistrados trabalhando com a polícia os sentenciaram a até seis meses de prisão", afirmou um porta-voz da polícia, Masud Ahmed. Pelo menos nove ônibus e táxis foram queimados pelos manifestantes e dezenas de pessoas tiveram ferimentos leves durante os protestos pelo país, segundo a polícia.

Mais de 9 mil policiais e 3 mil paramilitares foram enviados a Daca, enquanto a greve fechava lojas, negócios e escolas, deixando importantes rodovias desertas. O principal grupo oposicionista, o Partido Nacionalista de Bangladesh, e seu principal aliado islâmico, o Jamaat-e-Islami, convocaram a paralisação. Eles condenam mudanças recentes no sistema eleitoral, que segundo eles favorecem injustamente o atual governo.

O primeiro-ministro Sheikh Hasina disse no mês passado que o sistema eleitoral de décadas, pelo qual um governo interino neutro assume por três meses para a realização de eleições, será abandonado. A líder oposicionista Khaleda Zia afirmou que seu partido de centro-direita não disputará nenhuma eleição se o sistema mudar. O atual modelo busca garantir eleições livres e justas em Bangladesh, país com uma tradição de violência política desde sua independência, em 1971. As informações são da Dow Jones.

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