Em meio a polêmica sobre bombas, Olmert visita Alemanha

O primeiro-ministro israelense, EhudOlmert, iniciou nesta terça-feira a parte oficial de sua visita à Alemanha, emmeio à polêmica causada por suas declarações a uma rede de televisãoalemã nas quais deixou entrever que Israel possui bombas atômicas. Olmert causou polêmica com as declarações divulgadas nasegunda-feira pela cadeia de televisão Sat 1, nas quais deixouentrever que Israel possui armas atômicas, algo que nenhum governo israelense reconheceu publicamente. O embaixador israelense na Alemanha, Shimon Stein, tentou nesta terçadiminuir a seriedade das declarações, mas também não esclareceu aIncógnita. Stein se limitou a repetir a frase do escritório de Olmert e aafirmar que não tinha "nada a acrescentar sobre este assunto".Declarações Em sua entrevista à cadeia Sat 1, Olmert, ao ser perguntado senão achava que o arsenal nuclear de Israel poderia sercontraproducente para os esforços do Ocidente para que o Irã nãodesenvolva armas atômicas, o primeiro-ministro reconheceuindiretamente a existência desse potencial. "Israel é uma democracia e não ameaça ninguém. O Irã, por outrolado, ameaça aberta e publicamente riscar Israel do mapa", afirmouOlmert. "Pode-se comparar que (Irã) queira ter armas atômicas com osEstados Unidos, França, Israel e Rússia?", perguntou. Olmert iniciou nesta terça a parte oficial de sua visita colocando umaoferenda floral no monumento na estação de Grunewald, em memória dosjudeus berlinenses deportados pelos nazistas. Diante do monumento aos 50 mil judeus de Berlim deportados aoscampos de concentração, Olmert lembrou que o terror continuaPresente. Mais tarde, Olmert se reunirá com a chanceler, Angela Merkel, quepretende sondar as perspectivaspara um novo impulso ao processo depaz no Oriente Médio. Depois, o primeiro-ministro israelense será recebido com honrasmilitares pelo presidente Horst Köhler. Holocausto Ehud Olmertpediu nesta terça que a Europa detenha o anti-semitismo do presidenteiraniano, Mahmoud Ahmadinejad, frente ao perigo de que haja um novoHolocausto. Em entrevista publicada hoje pelo jornal italiano LaRepubblica, na véspera de sua viagem a Roma, Olmert afirmou que aEuropa "não pode permanecer indiferente a um Estado que quer apagarIsrael do mapa e ter um programa nuclear"."A Europa não pode permitir que se repita uma experiência à qualsobrevivemos para poder condená-la", disse Olmert em referência aoHolocausto judeu. Para o primeiro-ministro israelense, Ahmadinejad representa "amais dura forma de anti-semitismo e existe apenas uma maneira deenfrentá-lo: é preciso detê-lo e aqueles que não o fizerem terãosobre seus ombros o peso por não ter agido".

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