Em meio a protesto, Zardari oferece diálogo a opositores

Em comunicado, o porta-voz Farhatulah Babar informou sobre uma reunião, na qual participaram Zardari, o primeiro-ministro Yousef Razá Gillani e vários outros membros do Executivo

EFE

14 de março de 2009 | 05h06

 O presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, se ofereceu para dialogar com a oposição na tentativa de reduzir a tensão política atual, mas advertiu que fará o necessário para manter a ordem no país.

Em comunicado, o porta-voz Farhatulah Babar informou sobre uma reunião que começou na sexta-feira à noite e se prolongou até a madrugada de sábado, na qual participaram Zardari, o primeiro-ministro Yousef Razá Gillani e vários outros membros do Executivo.

Os presentes decidiram "continuar com os esforços para reduzir a atual tensão política através do diálogo, da reconciliação, do respeito à Constituição e aos princípios democráticos e compromissos estabelecidos na Carta da Democracia", diz a nota.

A Carta foi assinada em 2008 pelo Partido Popular (PPP) de Zardari com seus então parceiros da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif.

O partido do ex-premiê comanda a longa marcha de protesto que na quarta-feira passada começou no Paquistão.

A marcha de advogados e ativistas da oposição pretende culminar na próxima segunda-feira em Islamabad com uma manifestação para exigir ao Governo a restauração da alta judicatura do país, um dos compromissos da Carta.

Zardari ofereceu a Sharif negociar "a melhor maneira de implantar as previsões da Carta da Democracia, em letra e espírito, e de restaurar a normalidade política" no Paquistão, segundo o comunicado.

Mas também advertiu que o Governo "protegerá as vidas e a propriedade dos cidadãos e manterá a lei e a ordem a todo custo, embora não fará nada que seja inconstitucional".

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