Em meio a protestos, Assad concede nova anistia na Síria

Decreto de nova anistia geral é válida para crimes cometidos antes da data de 20 de junho de 2011

AE, Agência Estado

21 de junho de 2011 | 10h13

Manifestantes pró-Assad saíram às ruas de Damasco em apoio ao líder sírio      

 

 

 

DAMASCO - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, ordenou nesta terça-feira, 21, uma nova anistia geral, um dia após oferecer um "diálogo nacional" para encerrar os violentos protestos no país. Milhares de pessoas se reuniram em Damasco para demonstrar apoio ao líder sírio.

 

 

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"O presidente Assad emitiu um decreto concedendo uma anistia geral para crimes cometidos antes da data de 20 de junho de 2011", afirmou a agência estatal Sana, sem dar detalhes.

 

Em 31 de maio, Assad havia emitido outra ordem de anistia geral, também para membros da oposicionista Irmandade Muçulmana. Nessa ocasião, o indulto consistia no perdão da metade da pena sempre e quando não houvesse uma denúncia interposta por um indivíduo. Centenas de detentos foram soltos, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.

"Eu senti que a anistia não foi satisfatória, então nós vamos estendê-la para incluir outros (casos), sem ameaçar a segurança do Estado", afirmou Assad em discurso televisionado, ontem. Hoje, dezenas de milhares de pessoas fizeram uma marcha no centro da capital síria. "Nós nos sacrificaremos por você, Bashar!", gritava a multidão em Damasco. Segundo a TV estatal, houve também grande manifestação em Homs, ao norte da capital.

A Síria enfrenta protestos contra o regime há três meses, e a repressão já matou centenas de pessoas. Oten, Assad disse que se recusa a reformar a Síria em meio ao "caos". Ativistas pela democracia criticaram o discurso e prometeram uma "revolução". O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu "ação, não palavras" de Assad.

Já os ministros das Relações Exteriores da Europa concordaram em ampliar as sanções contra o presidente pela repressão. Alguns pediram a renúncia do líder. Também hoje, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que, após conversas com autoridades, conseguiu o acesso a áreas e pessoas afetadas pelos distúrbios no país. As informações são da Dow Jones.

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