AFP PHOTO / Daniel LEAL-OLIVAS
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Em meio a protestos, premiê britânica anuncia € 5 milhões em ajuda a vítimas de incêndio em Londres

Ao visitar uma igreja perto do edifício em Kensington, Theresa May foi chamada de covarde por manifestantes e criticada por não ter se reunido com os moradores da Torre Grenfell na véspera

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 17h26

LONDRES - A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira, 16, que destinará mais 5 milhões de libras (cerca de 5,7 milhões de euros) para prestar assistência emergencial às vítimas do incêndio no edifício Torre Grenfell de Londres.

Segundo Downing Street, a líder conservadora comunicou a decisão quando visitou nesta sexta alguns dos feridos, após ser criticada por não ter se reunido com as vítimas na véspera. Em um comunicado, May explicou que o dinheiro é para "oferecer apoio imediato às vítimas para cuidar de si mesmas e de seus entes queridos" e se comprometeu a analisar "o que mais faz falta".

"Todos os afetados por esta tragédia devem saber que o governo está aqui para dar assistência neste terrível momento, e isso é o que vou fazer."

Ao visitar a igreja de Saint Clement, perto da Torre Grenfell, May foi recebida com gritos de protesto da multidão, que a chamou de "covarde" por ter evitado os moradores no dia anterior, quando só se encontrou com os serviços de emergência. A polícia tentava conter os moradores reunidos fora do templo, com cartazes pedindo a renúncia da primeira-ministra.

Dezenas de pessoas se manifestaram perante a Câmara municipal de Kensington e Chelsea, encarregada da manutenção do bloco de proteção municipal onde, na madrugada de quarta-feira, foi declarado um incêndio que deixou pelo menos 30 mortos.

Os manifestantes pediam respostas à Câmara de maioria conservadora, acusada de ter ignorado durante anos as queixas sobre as insuficientes medidas contra incêndios do edifício de 120 apartamentos e também de não atender adequadamente os sobreviventes.

Construído em 1974, a fachada do bloco, com 120 apartamentos e no qual viviam entre 400 e 600 pessoas, foi reformada em 2016 com um revestimento exterior que, segundo o jornal The Guardian, era a opção mais barata e "inflamável".

May encarregou uma investigação judicial para determinar as causas do incêndio e possíveis responsabilidades, enquanto a polícia advertiu que pode haver dezenas de vítimas a mais, muitas das quais não poderão sequer ser identificadas.

Ainda que responsável do edifício, a Câmara municipal do distrito de Kensington e Chelsea terceirizava a manutenção e gestão dos edifícios a administradores prediais, e neste caso a responsável pela mesma era a Organização de gestão de residentes de Kensington e Chelsea. / EFE

 

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