Em meio a rumores, primeira-ministra da Austrália nega renúncia

A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, prometeu na sexta-feira lutar para continuar como líder do seu impopular governo, rejeitando especulações da imprensa de que alguns parlamentares aliados teriam rompido com ela após uma nova derrota política nesta semana.

JAMES GRUBEL, REUTERS

02 Setembro 2011 | 08h42

Gillard, com o aspecto abatido após uma das piores semanas da sua carreira política, concedeu uma entrevista para afastar os rumores depois que, na quarta-feira, a Justiça rejeitou seu plano de enviar solicitantes de refúgio para a Malásia.

"Não vou a lugar algum. Tenho muito o que fazer", disse Gillard à TV Sky, pouco mais de um ano depois de o Partido Trabalhista derrubar o antecessor dela, Kevin Rudd, num golpe interno na calada da noite.

Questionada sobre se teria sido pressionada a renunciar, ela respondeu que não. Além disso, alguns parlamentares saíram em seu apoio na sexta-feira.

Mas, nos mercados financeiros, os investidores já voltam seus olhos para a eventual mudança de governo.

"O governo claramente adotou algumas políticas impopulares, e há uma opinião geral de que talvez uma mudança do primeiro-ministro ou do governo seja vista como algo positivo", disse Su-Lin Ong, economista-sênior do RBC Capital Markets.

Os jornais dizem que membros de alto escalão do governo sentem que Gillard perdeu sua autoridade depois de a Alta Corte invalidar a tentativa de Gillard de neutralizar o ônus político da questão dos solicitantes de refúgio, enviando-os para a Malásia.

As pesquisas mostram que Gillard e o Partido Trabalhista, que dependem de parlamentares independentes e do Partido Verde para se manterem no poder, levariam uma surra nas urnas se a eleição fosse hoje.

O mandato de Gillard, no entanto, dura mais dois anos, e nem os deputados independentes nem o PV dão sinais de abandoná-la - o que não seria tão certo caso a primeira-ministra seja substituída pelos trabalhistas.

Mais conteúdo sobre:
AUSTRALIA PREMIE NEGARENUNCIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.