AP Photo/File
AP Photo/File

Em meio a tensão diplomática, tribunal da China condena canadense à morte

Relações não são boas desde que Ottawa prendeu uma executiva chinesa a pedido dos Estados Unidos em dezembro

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2019 | 12h40
Atualizado 15 de janeiro de 2019 | 10h43

PEQUIM - Um tribunal da China sentenciou nesta segunda-feira um homem canadense à morte por tráfico de drogas após promotores afirmarem que a sentença inicial, de 15 anos de prisão, era branda demais.

A Corte Intermediária de Justiça de Dalian, na província de Liaoning, no nordeste do país, julgou novamente Robert Lloyd Schellenberg e determinou a pena de morte, disse o tribunal em um breve comunicado em seu site.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse logo após a divulgação da sentença que a medida é extramente preocupante e arbitrária. 

O caso deve testar novamente as relações entre China e o Canadá, que estão tensas desde que  Ottawa prendeu uma executiva chinesa à pedido dos Estados Unidos em dezembro, seguido pela detenção chinesa de Schellenberg e outro cidadão canadense sob suspeita de colocarem em risco a segurança do Estado.

Meng Wanzhou foi solta após três dias de audiência depois de pagar uma fiança de US$ 7,5 milhões. Mesmo assim, a China prendeu o ex-diplomata canadense Michael Kovrig em Hong Kong dias depois da detenção de Meng./ REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.