Claudio Peri/ EFE
Claudio Peri/ EFE

Em missa de Natal, Papa Francisco pede por mais amor ao próximo

Após um ano desafiador, papa disse que o 'Natal nos lembra que Deus continua a amar todos os homens, até mesmo o pior'

Redação, O Estado de S. Paulo

25 de dezembro de 2019 | 00h57

O Papa Francisco defendeu na última terça-feira, 24, durante a tradicional missa de Natal do Vaticano, o amor "incondicional" e "livre" para com o próximo, mesmo diante dos piores comportamentos, como condição essencial para mudar o mundo e alcançar a paz. "O Natal nos lembra que Deus continua a amar todos os homens, até mesmo o pior", disse.

O papa argentino rezou diante dos milhares de fiéis reunidos na Basílica de São Pedro para a Missa do Galo, em comemoração ao nascimento de Jesus. "O amor dele é incondicional", mesmo que "você tenha idéias erradas ou tenha feito as suas próprias", explicou. "Mesmo em nossos pecados, ele continua a nos amar. Seu amor não muda, ele não é exigente; ele é fiel, ele é paciente", insistiu. 

A missa da noite de Natal comemora o nascimento de Jesus em Belém, de acordo com a tradição cristã. Embora nenhum texto do Novo Testamento indique o dia e a hora do nascimento, sua comemoração em 25 de dezembro foi escolhida no século 4, o que permitiu que a circuncisão de Jesus coincidisse com 1º de janeiro. 

Da cidade do Vaticano, Francisco também pediu aos católicos que seguissem seu exemplo e não se esquecessem do sentimento de "gratidão" e de "saber agradecer", pois esta "é a melhor maneira de mudar o mundo".

Ao todo, o papa fez 7 viagens este ano para 11 países diferentes, onde reafirmou sua disposição em se aproximar de cristãos esquecidos por todos os continentes. Ele também enfrentou desafios internos significativos. Entre eles, os escândalos de abuso sexual cometidos por padres, que o levaram a eliminar o segredo papal para esses casos, decisão considerada histórica

O pontífice, também mais sensível aos problemas ecológicos depois de publicar em 2015 a encíclica Laudato Sí, também mobilizou católicos este ano para aumentar a conscientização sobre os grandes males durante o Sínodo da Amazônia, que tratou sobre as consequências das mudanças climáticas./ AFP

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