Em Najaf, iraquianos protestam contra ocupação dos EUA

Milhares de seguidores do clérigo Moqtada al-Sadr enrolaram-se com a bandeira iraquiana e marcharam pelas ruas de duas cidades sagradas xiitas nesta segunda-feira, 9, para marcar o quarto aniversário da queda de Bagdá. "Não, não para a América, sim, sim para Moqtada", entoaram milhares de iraquianos. Acompanharam a marcha homens e jovens agitando bandeiras. As palavras de ordem são repetidas em massa pelas ruas das cidades xiitas. Nesta segunda-feira, iraquianos marcharam de Kufa para a vizinha Najaf, 160 quilômetros ao sul de Bagdá, com a polícia iraquiana seguindo a manifestação.Milhares de tropas dos Estados Unidos e do Iraque iniciaram uma nova operação de segurança. Outros protestos devem ocorrer ao longo do dia.Sadr é conhecido por incitar a violência desde o começo da invasão. As demonstrações contrárias a presença das tropas norte-americanas acontecem desde 2004. "Pelo fim da ocupação, nós vamos sair e protestar", disse Sadr, que se mostrou calmo nos últimos meses.Um dia antes, o clérigo pediu que seus seguidores redobrem a atenção em suas batalhas contra as forças norte-americanas e pediu para que o Exército iraquiano e a polícia o ajudem a derrotar seu ´arquiinimigo´.Os militares norte-americanos, disse Sadr, liderados pelo Exército de Mehdi estão furiosos e esgotados pelo sectarismo com as minorias muçulmanas sunitas, no vizinho Irã. Os seguidores de Sadr afirmam que ele está no Iraque e negam a informação de que ele tenha fugido do país para escapar dos bloqueios de segurança das tropas americanas.A invasãoQuatro anos antes, o mundo via os iraquianos, ajudados pelos soldados americanos, derrubarem a estátua de Saddam Hussein no centro de Bagdá.Saddam acreditou que conseguiria derrotar as tropas americanas e britânicas. Mas suas forças ofereceram pouca resistência aos soldados dos EUA e do Reino Unido, que conseguiram chegar ao centro da capital iraquiana.Naquele momento, a guerra custou 96 soldados americanos mortos, 30 britânicos e alguns milhares de militares iraquianos e civis.Quatro anos depois, 3.270 americanos morreram no país, 124 de outras nações e dezena de milhares de iraquianos.

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