Em nota, Chávez diz que enfrenta 'momento difícil'

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ontem que enfrenta um momento "complexo e difícil" em razão da reincidência de um câncer na região pélvica. "Tenho de batalhar novamente por minha saúde", disse o presidente de 58 anos, em uma mensagem enviada às Forças Armadas que foi lida pelo vice-presidente Nicolás Maduro em um ato militar.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2012 | 02h03

Dezessete dias depois da cirurgia realizada em Cuba, Chávez disse: "Aqui em Havana, na Cuba revolucionária, me sinto cheio de fé no Cristo Redentor, em sua misericórdia infinita. Pleno de fé no amor de nosso povo que me cura com suas orações e bendições diárias. Pleno de fé pelo compromisso e a lealdade que as Forças Armadas estão demonstrando nesta hora tão complexa e difícil".

Chávez exortou as Forças Armadas a "consolidarem o novo pensamento militar" e manter a "unidade cívico-militar". "Aqui há uma revolução militar em andamento e deve ser permanente, não pode se deter", declarou o presidente, que permanece em Havana desde o dia 10, quando chegou para se submeter à quarta cirurgia.

Maduro anunciou ontem que viajará para Cuba para visitar Chávez. Em meio à incerteza provocada pela prolongada ausência do presidente, membros do partido opositor Primeiro Justiça, liderados pela deputada Dinorah Figuera, pediram ontem à vice-presidência um comunicado sobre a condição médica de Chávez. Figuera disse à emissora de TV Globovisión que o grupo opositor pediu a Maduro um comunicado por escrito da equipe médica que está fazendo o diagnóstico e a avaliação do tratamento do presidente. "O povo venezuelano merece uma informação oficial e institucional", disse a deputada. Ela considerou temerárias as afirmações do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que cogitou da possibilidade de a data para a posse de Chávez de seu quarto mandato, prevista para o dia 10 segundo a Constituição, ser adiada.

Alguns juristas e opositores sustentam que a data da posse não pode ser prorrogada e a Constituição estabelece que, no caso de que o presidente eleito não possa prestar juramento, eleições devem ser convocadas em 30 dias. / AP

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