Jim Cole/AP
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Em nova polêmica, pré-candidato republicano diz que muçulmano não deveria presidir os EUA

Ben Carson afirmou que o líder americano precisa ter a religião que 'se encaixe no que os EUA são', mas negou estar criticando Obama

O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2015 | 09h57

WASHINGTON - O pré-candidato republicano Ben Carson declarou no domingo 20 que nenhum muçulmano deveria ser presidente dos Estados Unidos, iniciando uma nova polêmica antes das primárias para eleger os candidatos dos partidos para a eleição presidencial de 2016.

Em uma entrevista ao programa da rede NBC Meet the Press, Carson, cirurgião aposentado que frequentemente faz referências a sua fé cristã, foi interrogado sobre se as convicções religiosas de um presidente têm alguma importância.

"Suponho que depende da crença. Se não for consistente com os valores e princípios dos EUA, então é claro que deve importar. Mas se ela se encaixar no que os EUA são e for consistente com a constituição, não há problema", disse.

Quando foi perguntado se acreditava que o Islã era consistente com a constituição americana, respondeu: "Não, acho que não. Acho que não". "Não iria propor colocar um muçulmano à frente deste país. Não estaria de acordo com isso", acrescentou.

O tema esteve em evidência nos últimos dias depois que o pré-candidato republicano Donald Trump pareceu incentivar um simpatizante que, em um comício na quinta-feira em New Hampshire, fez uma afirmação incorreta sobre a religião do presidente Barack Obama.

"Temos um problema neste país, que são os muçulmanos. Sabemos que nosso atual presidente é um deles, que não é sequer americano", afirmou o simpatizante não identificado. 

Trump riu sem graça e apenas disse: "Temos necessidade dessa pergunta? Essa é a primeira pergunta", mas não corrigiu o homem que fez a indagação. Posteriormente, o pré-candidato disse que não era moralmente obrigado a defender Obama contra os julgamentos infundados do homem que questionou o presidente.

Carson, que está na terceira posição nas pesquisas de intenção de voto entre os republicanos, afirmou, por sua vez, acreditar que Obama nasceu nos EUA e é cristão. /AFP

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