Mandel Ngan/AFP
Mandel Ngan/AFP

Em novo ataque, Trump diz que agências de inteligência dos EUA estão 'fora de controle'

Presidente defendeu escolha de John Ratcliffe para substituir Dan Coats, que deixará o cargo no dia 15 de agosto

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 02h08

WASHINGTON  - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira, 30, a escolha de John Ratcliffe para chefiar a espionagem norte-americana. Segundo Trump, o deputado é alguém que poderia “colocar rédeas” nas agências de inteligência que estão “fora de controle”.

A intenção de nomear o deputado republicano para o posto foi antecipado no Twitter do presidente americano no último domingo, 28. A escolha foi recebida com pouco entusiasmo por seus colegas de partido, tendo recebido acusações de autoridades de inteligência e de democratas sobre a não qualificação para o trabalho, além da possibilidade de Ratcliffe fabricar informações de inteligência para se adequar às necessidades do presidente. 

Ratcliffe, membro do Comitê de Inteligência da Câmara há seis meses, substituiria Dan Coats, cujas opiniões sobre o Irã, a Coreia do Norte e a interferência russa nas eleições de 2016 conflitaram com as posições de Trump.

Voltando à Casa Branca após uma visita ao estado da Virgínia, Trump disse na terça que Ratcliffe “fará um trabalho incrível", se for aprovado pelo Senado. “Acredito que precisamos de alguém assim lá”, continuou. “Alguém forte, que possa colocar rédeas na situação. Pois, como acredito que todos vocês souberam, as agências de inteligência estão fora de controle.” 

Trump negou ter um “conflito” com Coats, dizendo que ele era “um amigo” e uma “pessoa excelente”. Mas, acrescentou: “Dan fez declarações e elas foram um pouco confusas”. 

O presidente americano critica repetidamente a comunidade de Inteligência dos Estados Unidos desde que assumiu a presidência, questionando as conclusões de que a interferência nas eleições, por parte da Rússia, teria o objetivo de impulsionar sua candidatura sobre a de sua adversária democrata, Hillary Clinton.

Coats defendeu a avaliação, enquanto Ratcliffe nega a existência de evidências da interferência russa, acusando o FBI de conduzir uma investigação enviesada e repetindo a acusação de Trump de que o governo Obama teria espionado sua campanha. / Reuters

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