West Asia News Agency via Reuters
West Asia News Agency via Reuters

Em novo caso misterioso, incêndio danifica ao menos sete navios em estaleiro no Irã 

Nas últimas semanas, país tem registrado uma série de incêndios e explosões, alguns deles em locais estratégicos

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2020 | 18h36

TEERÃ - Pelo menos sete navios em construção ficaram danificados em um incêndio ocorrido em um estaleiro do Porto de Bushehr, no sudoeste do Irã, nesta quarta-feira, 15. O episódio é mais um rodeado de mistério ocorrido nas últimas semanas em uma série de incêndios e explosões, alguns deles em locais estratégicos do país. 

Segundo a agência de notícias Tasnim, não houve vítimas no episódio de hoje. A causa do incidente não foi informada. 

Nuvens de densa fumaça negra subiram no local, como observado em um registro da agência de notícias oficial Irna. A emissora estatal Irib mostrou combatentes tentando conter o fogo e as nuvens de fumaça no estaleiro no porto localizado no sul do Golfo.

Na Província de Bushehr é onde se encontra a única central nuclear do país, que produz 1.000 megawatts de eletricidade. A central está localizada a cerca de 20 quilômetros da cidade.

Desde o fim de junho, o país tem registrado uma série de explosões e incêndios em instalações militares, nucleares e industriais, incluindo um incêndio na instalação nuclear subterrânea de Natanz, do dia 2 de julho. 

Natanz é a peça central do programa nuclear do Irã, que Teerã afirma ter propósitos pacíficos. As agências de inteligência ocidentais e a agência nuclear da ONU (AIEA) afirmam acreditar que um programa coordenado e clandestino de armas nucleares foi interrompido em 2003. Teerã nega ter procurado armas nucleares.

O principal órgão de segurança do Irã informou no dia 3 de julho que a causa do incêndio em Natanz havia sido determinada, mas seria anunciada posteriormente. Algumas autoridades iranianas disseram que pode ter sido sabotagem cibernética e uma delas alertou que Teerã retaliaria contra qualquer país que praticasse tais ataques.

Em um artigo no início de julho, a agência Irna abordou o que chamou de possibilidade de sabotagem por inimigos como Israel e os Estados Unidos, embora tenha parado de acusar diretamente esses governos.

O Ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, também próximo primeiro-ministro no governo de coalisão com Binyamin Netanyahu, disse em 5 de julho que seu país não estava "necessariamente" por trás de todos os incidentes misteriosos no Irã.

Em 30 de junho, 19 pessoas foram mortas em uma explosão em uma clínica médica no norte da capital, no qual um funcionário alegou ter sido causada por um vazamento de gás.

Em 26 de junho, ocorreu uma outra explosão, no leste de Teerã, perto da base militar e de desenvolvimento de armas de Parchin, que o autoridades disseram ter sido causada por um vazamento em uma instalação de armazenamento de gás em uma área fora da base. /REUTERS e AFP  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.