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Em pesquisa, argentinos definem Cristina como 'autoritária' e 'populista'

Levantamento feito pela Universidade de Belgrano questionou a forma de ser e governar da presidente

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires,

08 de maio de 2013 | 17h26

BUENOS AIRES - "Autoritária", "populista" e "personalista" são os termos mais utilizados pelos argentinos para definir a personalidade e o estilo de governo da presidente Cristina Kirchner. Isso é o que indica uma pesquisa elaborada pela Universidade de Belgrano, que investigou a opinião dos argentinos sobre a forma de ser e de governar de Cristina.

A pesquisa sustenta que 85% dos entrevistados optaram pela palavra "autoritária" para definir Cristina. Em segundo lugar, a opção foi a de "populista", com 14%. O adjetivo "personalista" ficou em terceiro, com 13%. A qualificação de "democrática" obteve apenas 12% das opiniões, enquanto a expressão "pessoa próxima às pessoas" foi citada apenas por 8% dos pesquisados.

Os analistas políticos ressaltam o tom autoritário de Cristina nos confrontos com a mídia não alinhada, na recusa em dialogar com a oposição, na tentativa de aumentar o poder presidencial às custas do Parlamento e do Poder Judiciário, além do modus operandi de submeter os governadores por intermédio da redução das verbas às províncias.

Néstor. A pesquisa afirma que 62% dos argentinos consideram que Cristina mudou seu estilo de liderança depois da morte de seu marido e antecessor no posto, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), morto em 2010 após um ataque cardíaco. Do total de pesquisados, 42% afirmam que a principal mudança de Cristina foi a de tornar-se mais "autoritária" do que havia sido Néstor.

O relatório da Universidade de Belgrano também sustenta que 60% dos entrevistados acreditam nas denúncias de corrupção que envolvem Néstor e Cristina Kirchner com a suposta lavagem de dinheiro protagonizada pelo empresário Lázaro Báez, empreiteiro que enriqueceu desde o início do governo kirchnerista em 2003. Somente 23% dos pesquisados consideram que as denúncias de corrupção sobre o casal Kirchner são falsas.

 

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