RONALDO SCHEMIDT / AFP
RONALDO SCHEMIDT / AFP

Em pior momento da pandemia na Argentina, Buenos Aires organiza competição virtual de tango

Prefeitura modificou forma de realizar a famosa competição para adequar concurso ao atual momento de crise sanitária

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2020 | 03h00

BUENOS AIRES - Bailarinos de todo o mundo competirão, a partir desta quarta-feira, 26, em um inédito mundial de tango virtual organizado pela prefeitura de Buenos Aires, quando a Argentina enfrenta seu pior momento na pandemia de covid-19.

Em meio a restrições, o mundial que anima Buenos Aires todo agosto será limitado a atividades virtuais e a um concurso singular que no dia 30 definirá os ganhadores a partir de vídeos e por quantidade de "clicks".

As milongas, espaços tradicionais onde se dança tango todo o ano, estão morrendo depois de cinco meses fechadas. Em Buenos Aires, a atividade artística e as reuniões sociais permanecem proibidas. "Apostamos em um Festival de Tango que se adapte à situação que enfrentamos pela pandemia. Diferente, virtual, mas com a mesma força que os anos anteriores", explicou o ministro da Cultura da cidade, Enrique Avogadro.

Na edição de 2019, 500 casais competiram e mais de 500 mil pessoas participaram de espetáculos, aulas, recitais e milongas no "encontro de tango mais importante do mundo", como definido pela prefeitura.

O mundial de 2020, que homenageará o papel da mulher no tango, ocorrerá em uma cidade afetada pela crise econômica e pela pandemia, da qual é epicentro e deixa mais de 340 mil casos e 7 mil mortos em todo o país. 

A participação será por meio de vídeos que um júri pré-selecionará para exibir nas etapas finais nas redes sociais. / AFP

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