AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Em Porto Rico, Trump minimiza estragos de furacão e diz que reconstrução sairá cara

'Cada morte é um horror, mas se olharmos para uma catástrofe real como o Katrina e nos fixarmos nas centenas e centenas de pessoas que morreram (em Nova Orleans) e o que aconteceu aqui...Quantos mortos vocês têm?'

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 16h38
Atualizado 26 Dezembro 2017 | 21h00

SAN JUAN - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou o território de Porto Rico, que duas semanas depois da passagem do furacão Maria ainda enfrenta problemas provocados pela tempestade, e minimizou os estragos feitos pelo ciclone, na comparação com o Katrina, que matou 1,8 mil pessoas em Nova Orleans em 2005. Trump, que chamou o Katrina de “catástrofe real” também disse que “a reconstrução da ilha custará muito dinheiro” ao país. 

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"Cada morte é um horror, mas se olharmos para uma catástrofe real como o Katrina e nos fixarmos nas centenas e centenas de pessoas que morreram (em Nova Orleans) e o que aconteceu aqui com uma tempestade que foi totalmente imponente... Quantos mortos vocês têm?", perguntou, e logo respondeu: "dezesseis contra milhares".

Trump e sua esposa Melania aterrissaram na Base Aérea Muñiz, perto de San Juan, capital da ilha de 3,4 milhões de habitantes, para cumprir com uma agenda de cinco horas, que inclui reuniões com socorristas, visitas a prédios danificados e um percurso aéreo para avaliar danos.

Ao chegar, Trump elogiou a valentia da equipe militar e civil, disse que gosta da ilha, a qual havia visitado muitas vezes antes. “Gastamos um monte de dinheiro em Porto Rico, mas tudo bem. Salvamos muitas vidas”, afirmou.

Quase duas semanas depois do potente furacão Maria atingir a ilha, grande parte dos moradores continua sem energia elétrica e água potável, e a comida e gasolina estão em falta em meio a enormes danos à infraestrutura.

"As pessoas estão muito preocupadas, muito desesperançosas com a situação, porque depois de duas semanas não se viu melhoria alguma", disse Mariana Nogales, presidente do Partido do Povo Trabalhador.

Trump, que enfrentou publicamente autoridades locais pela resposta de Washington à catástrofe, afirmou que até seus críticos estão reconhecendo o "grande trabalho " após a passagem do Maria.

No fim de semana, Trump repreendeu a prefeita de San Juan, Carmen Yulin Cruz, que apareceu várias vezes na televisão solicitando desesperadamente ajuda, sugerindo que os porto-riquenhos são "ingratos" que "querem que façam tudo por eles". /AFP

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