Em Portugal, oposição lidera pesquisa eleitoral

A principal força oposicionista de Portugal, o Partido Social-Democrata (PSD), aumentou sua vantagem sobre o governista Partido Socialista (PS), dias antes da eleição geral de 5 de junho, segundo duas pesquisas.

AE, Agência Estado

31 de maio de 2011 | 11h51

O PSD, liderado por Pedro Passos Coelho, aparece com 37% dos votos. Já o PS, comandado pelo primeiro-ministro José Sócrates, ficou em segundo, com 32,3% da preferência. A pesquisa realizada pela companhia Intercampus entrevistou 1.010 pessoas, entre 25 e 29 de maio, e foi encomendada pelo jornal Público e pela emissora de televisão TVI.

Em pesquisa divulgada na sexta-feira, o PSD aparecia com 35,8%, enquanto o PS tinha 34,1%.

O Centro Democrático e Social (CDS), liderado por Paulo Portas, subiu para 12,7% na última sondagem, e na de sexta-feira tinha 11,3%.

Uma segunda pesquisa mostra o PSD rompendo um empate técnico com o PS pela primeira vez desde o início da sondagem diária, em 24 de maio. Esta pesquisa traz o PSD com 34,7% dos votos, e o PS com 32,1%. O CDS aparece com 12,9%. Essa amostra diária é da Eurosondagem para a emissora SIC Notícias, o jornal Expresso e a Rádio Renascença.

Os três principais partidos têm ainda quatro dias de campanha para avançar sobre os indecisos. A Intercampus estima que 23,2% dos eleitores ainda estão indecisos, enquanto para a Eurosondagem os indecisos são 22%.

Caso o quadro atual se confirme, nenhum partido terá maioria absoluta no Parlamento. Dessa forma, será preciso haver coalizões legislativas para a aprovação de novas leis. Pela pesquisa da Intercampus, uma coalizão do PSD e do CDS ficaria com 49,7% dos votos, o suficiente para formar um governo próprio. Os três partidos mais à esquerda somariam 45,2% nesse cenário.

No início de maio, Portugal aceitou um pacote de ajuda de 78 bilhões de euros em um período de três anos, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O acordo foi firmado pelos três maiores partidos portugueses, para garantir que o próximo governo se comprometa com a implementação de reformas estruturais e as medidas de austeridade previstas. As informações são da Dow Jones.

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