Jim Lo Scalzo/EFE/EPA
Jim Lo Scalzo/EFE/EPA

Hackers invadem sistemas governamentais dos EUA

Departamentos de Tesouro e Comércio foram atingidos em ação sofisticada – uma das maiores contra agências federais nos últimos anos

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2020 | 22h05
Atualizado 14 de dezembro de 2020 | 07h47

WASHINGTON - O governo Trump reconheceu neste domingo, 13, que hackers invadiram uma série de redes governamentais importantes, incluindo os departamentos de Tesouro e Comércio, e tiveram acesso total a seus sistemas de e-mail.

Autoridades acreditam que os criminosos agiram em nome de um governo estrangeiro – quase certamente uma agência de inteligência russa, de acordo com especialistas federais e privados. Uma investigação em curso tenta determinar se outros setores do governo foram vítimas do ataque, um dos maiores e mais sofisticados nos últimos cinco anos.

“O governo dos Estados Unidos está ciente desses relatórios e estamos tomando todas as medidas necessárias para identificar e remediar quaisquer possíveis problemas relacionados a esta situação”, disse John Ullyot, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, em um comunicado.

O Departamento de Comércio reconheceu que uma de suas agências foi alvo, sem nomeá-la, e a agência de segurança cibernética do Departamento de Segurança Interna, cujo líder foi demitido pelo presidente Donald Trump no mês passado por declarar que não houve fraude eleitoral generalizada, disse em um comunicado que também havia sido atingida.

O motivo do ataque ainda é desconhecido, disseram ao The New York Times duas pessoas familiarizadas com o assunto. Um funcionário do governo disse que é muito cedo para dizer quão prejudiciais foram os ataques recentes e quanto material foi perdido.

Após a divulgação do caso, a Rússia negou envolvimento com o ocorrido. "Se houve ataques durante muitos meses e os americanos não puderam fazer nada a respeito, provavelmente não vale a pena culpar imediatamente, sem fundamento, os russos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira, 14.  /NYT e Reuters

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