Mandel Ngan/AFP
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Em primeira visita a uma mesquita nos EUA, Obama pede tolerância religiosa

Presidente participa de uma mesa redonda com membros da comunidade islâmica de Baltimore e deve fazer um discurso; durante seus dois mandatos, ele apenas visitou mesquitas em outros países

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2016 | 15h41

BLATIMORE - O presidente Barack Obama fez nesta quarta-feira, 3, um apelo por tolerância aos milhões de americanos muçulmanos e pediu que a sociedade enfrente o preconceito e os esteriótipos que têm surgido em meio à difícil abordagem sobre terrorismo na atual campanha presidencial. 

Pela primeira vez em sua presidência, Obama visita uma mesquita em território americano. A visita acontece na tarde desta quarta-feira à Sociedade Islâmica de Baltimore, no Estado de Maryland. Obama participa de uma mesa redonda com membros da comunidade local e deve fazer um discurso. Um funcionário da Casa Branca antecipou que Obama deverá abordar as "contribuições" dos muçulmanos americanos ao país. 

Com a visita, Obama pretende "reafirmar a importância da liberdade religiosa", assim como se "a fidelidade" a valores fundamentais do país como "se manifestar contra a intolerância", detalhou o funcionário.

Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2009, Obama visitou mesquitas durante algumas de suas viagens ao exterior, mas não dentro dos EUA.

Nos últimos meses, Obama denunciou em vários discursos, sem alusões diretas, o discurso xenófobo de alguns dos pré-candidatos republicanos à Casa Branca e, em particular, a proposta de um deles, Donald Trump, de vetar a entrada ao país aos muçulmanos perante a ameaça do terrorismo jihadista.

"Nossa liberdade está ligada à liberdade dos demais, independentemente de como são, de onde vêm, de qual é seu sobrenome ou que fé praticam", ressaltou o presidente em dezembro na cerimônia de comemoração do 150º aniversário da 13ª Emenda da Constituição americana, que aboliu formalmente a escravidão.

Uma semana depois, em outro discurso nos Arquivos Nacionais, Obama ressaltou que a imigração é a "origem" dos EUA e pediu para que não se volte a "sucumbir ao medo" em relação ao estrangeiro para que não se repitam "erros" do passado. / AP e EFE

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