Luisa Gonzales/Reuters
Luisa Gonzales/Reuters

Em prisão domiciliar, Uribe renuncia ao Senado da Colômbia

Ele ocupava a cadeira desde 2014; ex-presidente é investigado por suspeita de manipulação de testemunhas em processo

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 18h33
Atualizado 18 de agosto de 2020 | 19h14

BOGOTÁ - O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, em prisão domiciliar por determinação da Suprema Corte que o investiga por suspeita de manipulação de testemunhas, anunciou nesta terça-feira, 18, sua renúncia ao assento que ocupava no Senado desde 2014.

Em uma carta dirigida ao Parlamento, Uribe justifica sua decisão diante da impossibilidade "de poder retornar ao Senado" por conta do processo que responde em sua condição de parlamentar. 

A Suprema Corte da Colômbia ordenou no dia 4 de agosto a prisão domiciliar de Uribe por suposta fraude processual e suborno de testemunhas.

Uribe insiste que foram as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que "compraram" testemunhas contra ele.

O caso começou em 2012, quando Uribe processou por suposta manipulação de testemunhas o senador esquerdista Iván Cepeda, que preparava no Congresso uma queixa contra ele por vínculos com paramilitares.

Mas o processo tomou um rumo inesperado quando a Suprema Corte arquivou o caso, abrindo ao mesmo tempo uma investigação contra o ex-presidente por manipulação de testemunhas contra Cepeda.

Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA em 2009, concedida pelo então presidente americano, George W. Bush.

A Colômbia tem sido há décadas o principal aliado dos EUA na América Latina, uma associação que hoje prevalece com Trump e o atual presidente Iván Duque/EFE e AFP

Tudo o que sabemos sobre:
Colômbia [América do Sul]

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.