REUTERS/Ronen Zvulun
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Em protesto contra imposto, igreja do Santo Sepulcro fecha pelo segundo dia

Líderes das igrejas greco-ortodoxa, armênia e católica, que compartilham administração do santuário, reclamam de cobrança imposta por Israel a propriedades religiosas consideradas 'comerciais' e de proposta que alegam 'atacar seus direitos de propriedade'

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 09h33

JERUSALÉM - A igreja do Santo Sepulcro, onde segundo a tradição cristã Jesus Cristo foi sepultado, permanece fechada nesta segunda-feira, 26, pelo segundo dia consecutivo, em protesto contra um novo imposto do governo de Israel.

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Até o momento não foi divulgado por quanto tempo a igreja permanecerá fechada. O templo é considerado o mais sagrado do cristianismo. A medida obedece uma decisão dos líderes das igrejas cristãs em Jerusalém.

O fechamento é uma ação sem precedentes definida pelos líderes das igrejas greco-ortodoxa, armênia e católica, que compartilham a administração do santuário.

Os líderes religiosos protestam contra uma decisão anunciada há algumas semanas por Jerusalém de cobrar impostos de algumas propriedades das Igrejas consideradas como "comerciais", já que não seriam locais de culto ou educação religiosa, mas que recebem atividades comerciais que geram renda.

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Também reclamam contra uma proposta de lei israelense que, afirmam, atacaria seus direitos de propriedade em Jerusalém. De acordo com as igrejas, as medidas de Israel são uma tentativa de enfraquecer a presença cristã em Jerusalém".

"Esta lei detestável (...) tornaria possível a expropriação de propriedades da igreja", afirma um comunicado divulgado no domingo. "Nos recorda leis similares adotadas contra os judeus durante o período mais obscuro na Europa", advertiram os líderes cristãos.

No domingo, o governo da Jordânia criticou a decisão israelense de fazer com que igrejas em Jerusalém paguem o imposto sobre imóveis, do qual estão isentas há décadas. "Tais medidas violam totalmente o direito internacional (...) e humanitário e o status de Jerusalém", afirmou o porta-voz governamental, Mohamed Momani, citado pela agência oficial de notícias "Petra".

Segundo ele, essas medidas "apontam contra a presença histórica cristã em Jerusalém, que representa uma peça-chave da história da cidade sagrada". / AFP e EFE

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