Em reação a discurso do papa, grupo islâmico ameaça atacar Roma

O grupo radical islâmico iraquiano Khaiech al-Mujahedin prometeu neste sábado lançar ataques contra Roma e o Vaticano, em resposta às palavras de Bento XVI sobre o Islã e a jihad (guerra santa)."Juramos destruir sua cruz no coração de Roma. E que o Vaticano será golpeado e irá chorar por seu papa", anunciou o grupo, em um comunicado publicado na internet pouco antes da divulgação de uma mensagem em que o Vaticano lamenta a crise gerada em torno das palavras do pontífice. A facção também criticou "os cristãos ?sionizados? e os cruzados cheios de ódio? e qualificou Bento XVI de ?cão dos cruzados?.Após a divulgação da nota do Vaticano, grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana classificaram a mensagem como "insuficiente", e exigiram um pedido de desculpas claro e pessoal de Bento XVI. "Estas declarações não são um pedido de desculpas", disse o dirigente da Irmandade Muçulmana Abdel Moneim. "O Vaticano se limita a afirmar que as palavras do papa foram mal-interpretadas, mas não houve nenhuma má interpretação aqui. O papa deve reconhecer seu erro e pedir desculpas."A polêmica teve início na terça-feira, quando Bento XVI usou uma referência ao imperador bizantino Manuel II Paleólogo, do século 14, para quem Maomé difundiu coisas más e desumanas, "como defender a fé pela espada".O mundo muçulmano reagiu com vigor e alguns de seus líderes compararam o papa a Hitler. Em Havana, onde participava da Cúpula dos Não-Alinhados, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reagiu às palavras de Bento XVI afirmando que "ninguém pode transmitir uma mensagem distorcida do Islã".

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