Em referendo, Itália avalia retomada de programa nuclear

Os italianos iniciaram neste domingo a votação de um referendo de dois dias sobre a possibilidade de arquivar por tempo indeterminado os planos de energia nuclear do governo, diante das preocupações que surgiram após crise na usina de Fukushima, no Japão, conforme relatou o Wall Street Journal. A votação sobre o uso de energia nuclear na Itália, suspenso em 1987, é parte de um pacote de questões do referendo. Também são avaliadas a privatização das instalações de água do país e a eventual rejeição de uma lei aprovada pelo governo conservador no ano passado, que isenta autoridades de comparecer aos tribunais quando acusadas de crime.

AE, Agência Estado

12 de junho de 2011 | 19h47

Muitos acreditam que a lei foi criada para ajudar o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que enfrenta quatro acusações criminais. Além disso, a questão é vista como um importante teste político para a coalizão conservadora do premiê.

Em geral, os referendos na Itália são usados para possivelmente rejeitar uma lei. Neste caso, para que seja válido, mais de 50% da população votante precisa comparecer às urnas - uma parcela elevada que foi alcançada pela última vez em 1995.

Até as 19 horas no horário local neste domingo, 30% da população havia votado, o que dá esperança aos apoiadores do referendo. A votação continua na segunda-feira. Acredita-se que, se o quórum for alcançado, será principalmente por causa da preocupação popular com a energia nuclear após o acidente de Fukushima.

Berlusconi transformou o plano de retomar o programa de energia atômica da Itália até 2014 num dos principais de sua agenda. No início deste ano, como outros países, a Itália suspendeu os planos por causa da crise de Fukushima. Mas o governo espera voltar a praticá-los no longo prazo, construindo diversas usinas no país. As informações são da Dow Jones.

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