Governo do Irã/Reuters
Governo do Irã/Reuters

Em resolução, AIEA manifesta 'profunda preocupação' com o Irã

Medida é essencial para que ambos os lados 'intensifiquem o diálogo' para resolver tensões

Agência Estado

18 de novembro de 2011 | 14h58

VIENA - Os delegados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço das Nações Unidas que monitora o uso da energia nuclear, aprovaram nesta sexta-feira, 18, uma resolução que manifesta "profunda e crescente preocupação" a respeito do programa nuclear do Irã.

 

Veja também:

documento PARA ENTENDER: O que diz o relatório da AIEA

lista Veja as sanções já aplicadas contra o Irã

lista NA ÍNTEGRA: O relatório da AIEA (em inglês)

especialESPECIAL: Tambores de guerra no Oriente Médio

especialESPECIAL: O programa nuclear do Irã

 

A resolução teve a aprovação de delegados dos cinco países que também fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China - depois que os ocidentais concordaram com um pedido sino-russo para que não fosse imposto um ultimato ao Irã que forçasse o país a receber inspetores de energia nuclear.

 

A resolução disse que é "essencial para o Irã e para a AIEA intensificarem o diálogo" e pede à República Islâmica que "cumpra totalmente e sem atrasos com suas obrigações estabelecidas pelas resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

O programa nuclear iraniano voltou a ganhar as atenções da comunidade internacional depois que a AIEA divulgou um relatório afirmando que a República Islâmica buscava o desenvolvimento de dispositivos militares capazes de carregar ogivas atômicas. Os iranianos, porém, afirmaram que constetariam o documento, já que não havia provas disso.

 

As potências ocidentais acusam o Irã de manter o programa nuclear para a produção de armas atômicas e pressionam para que sejam estabelecidas novas sanções sobre Teerã no Conselho de Segurança da ONU. A República Islâmica nega tais argumentos e afirma que enriquece urânio apenas com fins civis. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.