Yuri Cortez / AFP
Yuri Cortez / AFP

Em resposta a bloqueio de Trump, Maduro reitera aliança com a China em obra petrolífera

Presidente americano impôs bloqueio total aos ativos estatais venezuelanos nos EUA na última segunda-feira, 5

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 01h53

CARACAS - Três dias após o anúncio do bloqueio de todos os ativos estatais da Venezuela nos Estados Unidos, o presidente do país sul-americano, Nicolás Maduro, agradeceu à China pela ajuda na construção de um projeto petrolífero.

"Agradeço sempre à China por todo o esforço e cooperação", disse Maduro nesta quinta-feira, 8, ao anunciar a entrada em operação de uma expansão do Complexo Petroquímico e Industrial General de Divisão José Antonio Anzoátegui, no estado de Anzoátegui.

O projeto tem a participação das estatais Corporação Nacional de Petróleo da China (CNPC) e Petróleos de Venezuela (Pdvsa).

Durante um ato de governo, transmitido de forma obrigatória por rádio e televisão, Maduro apareceu ao lado do embaixador chinês na Venezuela, Li Baorong.

O governante reiterou que a obra é "uma grande notícia para a indústria petrolífera" e, por sua vez, "um sinal de que China e Venezuela continuarão trilhando um grande caminho de prosperidade e desenvolvimento".

"A atividade econômica não pode ser interrompida. Ao contrário, é preciso aumentá-la", disse Maduro, frisando que a Venezuela está em "fase de resistência ativa" para enfrentar o que chamou de "medidas coercitivas unilaterais de um bloqueio criminoso do governo dos EUA".

Na última segunda-feira, 5,  Donald Trump impôs um bloqueio total aos ativos estatais venezuelanos em território americano para atingir o governo Maduro.

Por sua vez, o presidente da Venezuela afirmou nesta quinta que o país está vivendo "um momento histórico esplêndido", com oportunidades de "uma economia sustentável, com motores próprios" e que substituirá, segundo ele, "definitivamente o velho modelo rentista vendedor". / EFE

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