Mohammed Salem/Reuters
Mohammed Salem/Reuters

Em resposta a foguetes, ataques de Israel matam 23 palestinos 

Exército israelense afirma que militantes da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza são alvos dos bombardeios

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 21h57

JERUSALÉM - Após uma breve pausa, os lançamentos de foguetes palestinos foram retomados nesta quarta-feira, 13, segundo dia da escalada de violência, que já é considerada a mais intensa dos últimos meses na região. O número de palestinos mortos subiu para 23, segundo agências de notícias. Há relatos de pelo menos 50 feridos.

Mais de 200 foguetes foram lançados da Faixa de Gaza contra o território israelense sem deixar mortos desde a madrugada de terça-feira, quando um ataque do Exército de Israel matou o líder militar do grupo palestino Jihad Islâmica, Baha Abu al-Ata. O líder jihadista foi atingido enquanto dormia em sua casa, no distrito de Shejayia, no leste de Gaza, e também matou a mulher dele.

O Exército de Israel afirma que os alvos das operações estão ligados à Jihad Islâmica na Faixa de Gaza. Um porta-voz militar israelense afirmou que pelo menos três equipes de lançamento de foguetes foram eliminadas.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, exigiu que a Jihad Islâmica interrompa os ataques com foguetes contra o sul de Israel e ameaçou prosseguir com os bombardeios a Gaza. “Eles têm uma opção: interromper os ataques ou sofrer mais e mais bombardeios. A escolha é deles”, afirmou Netanyahu, após uma reunião de gabinete.

Apesar das tentativas de diplomatas para restaurar a calma, um líder da Jihad Islâmica disse hoje à Reuters que seu grupo informou a mediadores que pretende continuar com a retaliação. No entanto, ainda não há sinais de que o Hamas, grupo islâmico muito maior que controla a Faixa de Gaza, está inclinado a entrar na disputa. Segundo o jornal israelense Haaretz, 90% dos foguetes disparados de Gaza foram interceptados pelo escudo antimísseis de Israel. 

Rotina paralisada

Os bombardeios têm alterado a rotina no sul do território israelense. Segundo o governo, mais de um milhão de civis estão em abrigos antiaéreos e as escolas estão fechadas nas comunidades perto da fronteira com Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a ação contra Al-Ata “foi uma ação antiterrorista defensiva contra uma bomba-relógio”.

“Al-Ata foi o principal instigador e coordenador de inúmeros ataques terroristas realizados pela Jihad Islâmica Palestina e planejava mais ações contra Israel em um futuro próximo. Sua morte salvou muitas vidas”, declarou a chancelaria. O governo israelense acusa o Irã de financiar a Jihad Islâmica. / REUTERS

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