Em resposta a Obama, republicanos criticam aumento de salário mínimo

Para representantes do partido, desigualdade de renda não deve ser foco de ações do governo

O Estado de S. Paulo,

29 de janeiro de 2014 | 08h57

Obama discursou ao lado do vice-presidente Joe Biden e do presidente da Câmara, John Boehner. Foto: Larry Downing / Reuters

 

WASHINGTON - O Partido Republicano pediu logo após o discurso sobre o Estado da União do presidente Barack Obama, na madrugada desta quarta-feira, 28, prioridade para a "igualdade de oportunidades" no país em vez de se concentrar na igualdade de renda, e defendeu uma reforma migratória que privilegie a proteção das fronteiras e os trabalhadores qualificados.

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Em sua resposta ao discurso de Obama sobre o Estado da União, a congressista Cathy McMorris Rodgers, presidente da Conferência de Republicanos da Câmara dos Representantes, criticou a insistência do presidente em elevar o salário mínimo.

"O presidente fala muito sobre a igualdade de renda, mas o verdadeiro problema que enfrentamos hoje em dia é a desigualdade de oportunidades", disse Cathy. "E com as políticas dessa administração, essa desigualdade é muito grande."

Quanto ao pedido do presidente para que a reforma migratória seja aprovada este ano, a legisladora disse que a prioridade é tornar as fronteiras americanas mais seguras. "Nós estamos trabalhando em uma reforma migratória com soluções passo a passo, que primeiro foquem na segurança das fronteiras e que, mais uma vez, nos garantam que os Estados Unidos continuarão atraindo os melhores, os mais brilhantes e os mais trabalhadores do mundo", afirmou.

Além do discurso televisado de Cathy e da deputada hispânica Ileana Ros-Lehtinen, que falou em espanhol, outros dois congressistas republicanos, Rand Paul e Mike Lee,  também responderam ao discurso de Obama, na réplica mais extensa que já foi organizada pelo partido./ EFE

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