AP Photo/Pavel Golovkin
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Em resposta a sanções dos EUA, chanceler diz que Rússia pode expulsar 35 diplomatas americanos

Seguei Lavrov usou argumento de 'reciprocidade diplomática' para sugerir ao presidente Vladimir Putin que 31 funcionários da embaixada dos EUA em Moscou e 4 do consulado em São Petersburgo sejam declarados 'persona non grata'

O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2016 | 09h08

MOSCOU - A Rússia vai expulsar 35 diplomatas americanos em resposta à medida adotada por Washington pela suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, declarou nesta sexta-feira, 30, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.

"A reciprocidade é lei diplomática nas relações internacionais. Por isso, propomos ao presidente da Rússia que declare 'persona non grata' 31 funcionários da embaixada dos EUA em Moscou e outros 4 do consulado americano em São Petersburgo", explicou Lavrov.

O chanceler afirmou, no entanto, que caberá ao presidente Vladimir Putin decidir qual punição aplicar aos funcionários do governo dos EUA, sugerindo que outras medidas como proibir diplomatas americanos de usar seu retiro de verão nos arredores de Moscou e um armazém no sul da capital russa também poderiam ser colocadas em prática. 

Lavrov garantiu que as sanções impostas pelo presidente americano, Barack Obama, não ficarão sem respostas e voltou a afirmar que as alegações de que hacker de seu país, a mando do governo, interferiram nas eleições dos EUA são 'completamente infundadas'. 

Na quinta-feira, o governo Obama anunciou uma série de sanções contra funcionários do governo russo e contra os serviços de inteligência do Kremlin depois de investigações apontarem para a participação de hackers russos no ataque aos e-mails do Comitê Nacional Democrata e a outras instituições relacionadas com a votação presidencial de novembro. Washington determinou que 35 diplomatas russos deixem o país em até 72 horas, prazo que expirará neste fim de semana, além do fechamento de duas instituições russas, uma em Nova York e outra em São Francisco. / EFE e REUTERS

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