Kevin Lamarque/Reuters
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Em resposta a Trump, Biden diz que 'presidente não vai roubar eleição'

Segundo o portal americano político 'Axios', o presidente disse a confidentes que declarará que ganhou a eleição de 3 de novembro, mesmo que o resultado do colégio eleitoral ainda não esteja claro

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2020 | 17h14
Atualizado 02 de novembro de 2020 | 19h33

WASHINGTON - O candidato democrata à presidência, Joe Biden, respondeu  à reportagem do portal americano Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretendia se declarar vencedor se os primeiros resultados da noite o mostrassem na frente: "Minha resposta é que o presidente não vai roubar esta eleição", disse Biden a repórteres na noite de domingo. 

Atrás nas principais pesquisas de intenção de voto, Trump negou que pretenda declarar vitória se os primeiros resultados parciais o mostrarem na frente em alguns Estados disputados, mas indicou que pode dar início a batalhas judiciais em torno da apuração assim que a votação for encerrada.

Desde ontem, a campanha de Biden afirmou em duas ocasições que o republicano não terá a vitória declarada de forma antecipada. "Queremos ser fundamentalmente claros: sob nenhum cenário, Donald Trump será declarado vencedor na noite da eleição", afirmou Jen O'Malley Dillon, porta-voz da campanha democrata, em declaração na tarde desta segunda-feira.  

Axios, citando três fontes familiarizadas com os comentários privados de Trump, relatou que o presidente disse a confidentes que declarará que ganhou a eleição de 3 de novembro, mesmo que o resultado do colégio eleitoral ainda não esteja claro, com um grande número de votos em Estados-chave para ser contados.

Falando a repórteres na noite de domingo, Trump negou que declararia uma vitória antecipada, chamando a história de Axios de uma "notícia falsa". Mas ele alertou que está preparado para enviar uma equipe de advogados para disputar votos em estados como a Pensilvânia.

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“É terrível que não possamos saber os resultados na noite da eleição”, disse o presidente, criticando decisões da Suprema Corte que permitem a contagem de votos recebidos pelo correio em alguns Estados depois de 3 de novembro. “Assim que a eleição acabar, na mesma noite, vamos entrar com nosso advogados.”

Para que os resultados mostrem Trump à frente, seus aliados acreditam que ele precisa vencer ou liderar a apuração em Ohio, Flórida, Carolina do Norte, Texas, Iowa, Arizona e Geórgia — Estados onde a disputa está apertada. Como houve muitos votos pelo correio, o resultado oficial pode demorar.

Hoje, o Twitter divulgou um comunicado em que afirmou que posts de contas de candidatos que declarassem vitória antes das projeções oficiais ou da proclamação dos resultados serão restritos pela rede social. A maior prioridade, segundo o Twitter, será a eleição presidencial. Contas com base nos EUA e com mais de 100 mil seguidores ou forte engajamento também estão incluídas. / Com NYT  

 

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