Em reunião com Asean, UE reafirma sanções contra Mianmar

No âmbito econômico os dois blocos buscam melhorar cooperação, mas a Asean se nega a impor sanções

Efe

22 de novembro de 2007 | 05h23

A União Européia (UE) reafirmou nesta quinta-feira, 22, a postura de manter o protecionismo contra Mianmar, oposta a adotada pela Associação de Nações do Sudeste Asiático - Asean na sigla em inglês. Os dois blocos já haviam recomendado à Junta Militar o início de uma reforma democrática.   A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, ressaltou a posição do bloco. "As sanções são dirigidas à Junta, ao regime, aos que levam todo o dinheiro enquanto o resto do povo é muito pobre", declarou aos jornalistas.   O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, havia dito antes disso que as sanções impostas ao regime militar "só prejudicam a situação das pessoas pobres" de Mianmar.   No âmbito econômico os dois blocos buscam melhorar sua cooperação. Mas a Asean se negou a expulsar ou impor sanções a Mianmar.   Ferrero-Waldner participa de uma reunião com ministros da Asean em Cingapura, ao lado do presidente da Comissão Européia (Executivo da UE), José Manuel Barroso, e do comissário de Comércio, Peter Mandelson.   As negociações sobre um acordo comercial entre os dois blocos em Cingapura estão sendo marcadas por um aumento da pressão da UE sobre a Asean para que convença Mianmar da necessidade de iniciar uma reforma democrática.   Este mesmo mês, a UE adotou sanções contra 1.207 empresas de Mianmar e estendeu a proibição para concessão de vistos a membros da Junta Militar.

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