Em reunião com diplomatas, Assad admite 'erros'

Presidente sírio recebeu enviados de Índia, Brasil e África do Sul, que pediram o fim da violência

Agência Estado

10 de agosto de 2011 | 16h39

DAMASCO - O presidente da Síria, Bashar Assad, admitiu nesta quarta-feira, 10, que "alguns erros" foram cometidos pelas forças de segurança sob seu comando durante a repressão aos protestos ocorridos no país ao longo dos últimos meses. A admissão foi feita durante encontro com uma delegação integrada por altos diplomatas de Brasil, Índia e África do Sul, segundo nota divulgada pelos países, que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

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Os vice-ministros das Relações Exteriores dos três países foram recebidos em Damasco por Assad e por seu chanceler, Walid Muallem. Segundo comunicado divulgado logo depois do encontro, os diplomatas pediram "o fim imediato de toda a violência".

 

 

Assad "admitiu que alguns erros foram cometidos pelas forças de segurança no estágio inicial do levante e que foram tomadas medidas destinadas a impedir sua reincidência", diz a nota, divulgada na sede da ONU pela missão indiana na entidade.

 

 

Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que mais de 2 mil pessoas morreram na repressão aos protestos iniciados em meados de março, apesar de não haver meios de confirmação independente das cifras. Mais mortes foram divulgadas nesta quarta, enquanto Assad e seu chanceler recebiam os diplomatas estrangeiros.

 

O presidente sírio "reafirmou à delegação seu comprometimento com o processo de reformas, direcionado ao desenvolvimento de uma democracia multipartidária". Ainda de acordo com a nota, Assad "disse que as reformas políticas estão sendo finalizadas em consultas com o povo da Síria e que o diálogo nacional continuaria a dar forma a novas leis e a desenvolver um modelo adequado para a economia". A intenção de Assad seria concluir as revisões constitucionais entre fevereiro e março de 2012.

 

Brasil, Índia e África do Sul encontram-se entre os integrantes do conselho da ONU que resistem à pressão dos Estados Unidos e da Europa para que medidas mais drásticas sejam adotadas contra a Síria no âmbito da entidade. Na semana passada, uma condenação da presidência do órgão à violência na Síria foi aprovada mediante consenso. As informações são da Dow Jones.

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