Em reunião, países prometem 'ajuda militar adequada' ao Iraque

Em reunião, países prometem 'ajuda militar adequada' ao Iraque

Conferência determinou que o combate aos extremistas do Estado Islâmico 'é uma questão de urgência' e requer uma resposta global

O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 10h37

PARIS - Cerca de 30 países representados na conferência de Paris sobre o Iraque nesta segunda-feira, 15, concordaram em fornecer a Bagdá a "ajuda militar adequada" para combater os insurgentes do grupo Estado Islâmico (EI), segundo um comunicado emitido após a reunião. O texto divulgado pelas autoridades francesas afirma que o combate aos extremistas é "uma questão de urgência".

Os países ressaltaram sua determinação para aplicar as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o terrorismo. "É necessária uma ação determinada para erradicar o EI, especialmente com medidas para prevenir a radicalização, coordenando a ação de todos os serviços de segurança e reforçando a vigilância das fronteiras", diz o texto.

As conclusões não detalham o papel que cada país desempenhará, mas deixa claro a "plena mobilização" contra a organização, que não é "um Estado nem representação do islã, mas um movimento de perigo extremo".

No encontro, que reuniu representantes da Liga Árabe, da ONU e da União Europeia, destacou-se a formação de um novo governo de união nacional no Iraque. Além disso, o apoio à unidade, integridade territorial e soberania desse país foi reiterado.

Para os participantes, o EI representa uma ameaça "para o Iraque mas também para o conjunto da comunidade internacional" e a resposta global deve contemplar também ajuda humanitária para a reconstrução do país.

"A conferência foi útil porque vai permitir avançar no apoio necessário para a paz e a luta contra o EI", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. "Quando se enfrenta um movimento desse tipo não há outra postura que não se defender."

O chanceler iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, afirmou que "essa batalha feroz" requer a união de todos os esforços. O ministro agradeceu que tenha sido demonstrado que o país "não está sozinho" e a mensagem de que "nenhuma nação vai ser abandonada se for alvo de um ataque terrorista". / EFE e REUTERS

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