EFE/Olivier Hoslet
EFE/Olivier Hoslet

Em separação do bloco, Reino Unido adia lançamento de quartel-general da UE

O Reino Unido deseja que a cooperação em matéria militar passe pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), organização à qual pertencem 22 dos 28 países do bloco

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2017 | 21h02

LONDRES - O Reino Unido manteve nesta segunda-feira seu bloqueio ao lançamento do quartel-general militar da União Europeia (UE) alegando questões de linguagem, num momento em que Londres se prepara para negociar o complexo divórcio com seus sócios europeus.

"Compreendemos a importância vital de nossos amigos, os países europeus, de trabalhar juntos para reforçar nossa defesa", afirmou o chanceler britânico, Boris Johnson, que indicou que seu governo busca "apenas trabalhar na linguagem para garantir que é adequado".

Os 28 países-membros aprovaram no fim de março a criação de uma estrutura para coordenar as missões de formação e treinamento de tropas locais que a UE realiza atualmente em Mali, Somália e República Centro-Africana, mas que Londres se opõe a chamar de "quartel-general operacional".

O Reino Unido, que sempre se opôs a avançar a uma Europa da defesa, deseja que a cooperação em matéria militar passe pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), organização à qual pertencem 22 dos 28 países do bloco junto a Canadá, Estados Unidos e Turquia, entre outros.

Embora os demais países europeus tenham aceitado deixar de lado a controversa denominação, o bloqueio britânico continuou.

Os ministros das Relações Exteriores se contentaram em afirmar simplesmente que "esperam o estabelecimento efetivo, no curto prazo, de uma capacidade militar de planejamento e execução no seio do Estado-Maior militar da UE em Bruxelas".

"Este centro de comando chegará, a pergunta é quando", lamentou na manhã desta segunda-feira, 15, o secretário de Estado alemão das Relações Exteriores, Michael Roth, ao chegar à reunião.

Para a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, "o desafio atualmente é colocá-lo em marcha". "Os outros 27 (países da UE) estão de acordo com a linguagem jurídica" proposta, acrescentou ao fim da reunião. / AFP

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