Em Seul, 60 países alertam para riscos do terrorismo nuclear

Cúpula sobre segurança atômica aprova adoção até 2014 de medidas para evitar que tecnologia caia nas mãos de militantes

SEUL, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 03h07

Os 60 países que participaram da 2.ª Cúpula sobre Segurança Nuclear, encerrada ontem na Coreia do Sul, concordaram em adotar medidas adicionais de segurança e controle de material radioativo usado na fabricação de armas atômicas. As precauções deverão ser aplicadas por todos os signatários do documento final da cúpula até 2014.

Líderes globais temem que componentes-chave de tecnologia militar nuclear caiam nas mãos de redes terroristas. Na mira dos participantes da cúpula de Seul estão ex-repúblicas soviéticas, além de países como Índia, Paquistão, Irã e Coreia do Norte.

O encontro em Seul foi parcialmente ofuscado pelo programa nuclear norte-coreano. Pyongyang promete lançar nos próximos dias um foguete que supostamente colocaria em órbita um satélite. Mas EUA, Coreia do Sul e Japão acusam o regime comunista de usar o lançamento para testar um míssil de médio alcance capaz de transportar uma ogiva. Na segunda-feira, Seul ameaçou interceptar o foguete norte-coreano caso ele violar o espaço aéreo do Coreia do Sul.

"Não será preciso muito, apenas um pouco desse material (usado em um armamento nuclear), para matar centenas de milhares de pessoas", afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, alertando para o risco de um eventual ataque terrorista com material radioativo.

Embora a cúpula tenha estabelecido o ano de 2014 como prazo para a melhoria da segurança e controle de arsenais, o documento final do encontro não detalha como isso será feito. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, fornece conhecimento na área a países interessados, mas apenas a título de "recomendação" - sem caráter vinculante. A cúpula de Seul é a segunda edição de um encontro idealizado pelo governo Barack Obama. A primeira reunião foi em 2009, em Washington. / AP

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