RODRIGO BUENDIA / AFP
RODRIGO BUENDIA / AFP

Em show na Colômbia, Roger Waters apoia greve estudantil por educação gratuita 

Músico britânico se encontrou com líderes estudantis que protestam por melhorias no ensino superior e pediu que os colombianos 'resistam'; mensagens no telão criticaram políticos como Jair Bolsonaro, Marine Le Pen e Donald Trump

O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2018 | 14h59

BOGOTÁ - O cantor britânico e fundador do grupo Pink Floyd Roger Waters expressou nesta quinta-feira, 22, seu apoio aos estudantes colombianos, atualmente em greve, depois de um show em Bogotá carregado de rock, luzes, cores e críticas sociais.

"Precisamos de mais educação", disse Waters ao se referir às manifestações protagonizadas pelos estudantes colombianos nas últimas semanas. O músico britânico disse que se reuniu com três líderes estudantis e ressaltou que na Colômbia é necessária educação gratuita e de qualidade.

Os estudantes, que protestam há várias semanas, pedem ao governo uma ampliação da verba para as universidades públicas já que, segundo dados de especialistas, a educação superior no país tem um déficit de 3,2 bilhões de pesos (cerca de R$ 3,8 milhões).

Música e críticas

Waters abriu o show na Colômbia com a música "Speak to me", do lendário álbum "The Dark Side of the Moon", enquanto o telão exibia imagens do espaço e de cidades. Na sequência, com "Breathe", estabeleceu uma conexão com o público que perdurou durante o resto da noite.

Mas sem dúvida o ponto alto da noite foi quando começou a tocar "The Happiest Days of Our Lives", prelúdio do clássico "Another Brick in Wall Part 2". 

Crianças subiram ao palco com máscaras marrom e uma camiseta com a inscrição "resist" (resista, em tradução livre). Os jovens fazem parte do coletivo Movtómico, liderado pela artista Laura Zambrano e formado por jovens de baixa renda da capital colombiana.

Depois, o músico britânico fez uma pausa de 20 minutos no show e, durante esse intervalo, foram exibidas mensagens nos telões convidando os colombianos a "resistirem" e criticando vários líderes políticos como o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, e a ex-candidata à presidência da França Marine Le Pen.

Durante a música "Pigs (Three different ones)", o artista exibiu imagens ridicularizando o presidente dos EUA, Donald Trump, sob coro da plateia. A crítica ao republicano prosseguiu na canção seguinte, "Money".

Waters encerrou o show sob aplauso do público com o clássico "Comfortably Numb". / EFE

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