Em solenidade, Dilma ressalta papel do Brasil para a criação da ONU

Durante celebração dos 70 anos do fim da 2.ª Guerra, presidente falou da importância de soldados do País para o fim do conflito 

Nivaldo Souza e Bernardo Caram, Brasília, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 17h37

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira, 8, uma ordem mundial mais justa a partir do compartilhamento de responsabilidades entres os países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltando que o surgimento do organismo multilateral só foi possível há partir do empenho dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial. "Hoje nossos soldados dedicam sua coragem e tenacidade à operações de paz patrocinadas pela ONU, porque os pracinhas, nossos soldados de ontem, ajudaram a colocar um ponto final na guerra e seus horrores. Se isso não tivesse ocorrido não haveria ONU", disse.

A presidente participou nesta tarde de solenidade em comemoração aos 70 anos do fim da Segunda Guerra. Alvo de protestos em recentes aparições em rede de televisão e compromissos públicos, Dilma decidiu cancelar a viagem que faria para participar do evento militar no Rio de Janeiro e organizou uma cerimônia fechada ao público no Palácio do Planalto.

Segundo fontes palacianas, os pracinhas pediram para que a solenidade ocorresse em Brasília por ser a capital do País, o que foi prontamente aceito por Dilma, cuja agenda desta sexta-feira inclui reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. A presidente vai avaliar a transferência definitiva deste evento para Brasília e a construção de um monumento em homenagem aos pracinhas.

A cerimônia em homenagem à Força Expedicionária Brasileira (FEB) teve direito a tiros de canhão e hino

nacional em frente ao Planalto. A presidente condecorou três ex-combatentes que estiveram com a FEB na Europa. "Muito me honra prestar nossa homenagem aos nossos pracinhas. Ao lutarem contra a intolerância, ajudaram a plantar a semente de um mundo mais justo e democrático", afirmou.

"Nossos valores e princípios permanecem os mesmos pelos quais os pracinhas lutaram. Queríamos um mundo regido por novas instituições democráticas, no qual prevalecesse a tolerância. Um mundo em que construção de uma ordem mais justa e mais próspera seja responsabilidade compartilhada pelas nações", considerou a presidente Dilma.

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