Em tom sombrio, imperador japonês faz discurso sem precedentes

O imperador Akihito fez na quarta-feira um inédito discurso pela televisão à população do Japão, expressando profunda preocupação com a crise na usina nuclear de Fukushima, e pedindo solidariedade à população.

SHINICHI SAOSHIRO, REUTERS

16 de março de 2011 | 18h19

Com aspecto sombrio e estoico, Akihito, de 77 anos, afirmou que os problemas nos reatores nucleares eram imprevisíveis após um terremoto que ele descreveu como sendo "de uma escala sem precedentes".

Emissoras de TV interromperam sua programação para mostrar a primeira aparição pública do imperador desde o terremoto e do tsunami que mataram milhares de pessoas na sexta-feira passada.

"Estou profundamente magoado com a grave situação nas áreas afetadas. Aumenta a cada dia o número de mortos e desaparecidos, e não temos como saber quantas vítimas haverá. Minha esperança é de que o máximo possível de pessoas sejam encontradas a salvo", disse.

"Espero do fundo do meu coração que as pessoas, de mãos dadas, se tratem umas às outras com compaixão, e superem esses momentos difíceis", afirmou ele, pedindo aos sobreviventes que "não abandonem a esperança".

O Japão passa por uma crise que o primeiro-ministro Naoto Kan disse ser a mais grave no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando o país precisou se reconstruir depois de uma derrota devastadora.

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