Ronen Zvulun/Pool photo / AP
Ronen Zvulun/Pool photo / AP

No último dia em Jerusalém, vice-presidente americano visita Muro das Lamentações

Mike Pence seguiu a tradição e deslizou um pedaço de papel entre as pedras antigas; ele destacou que o status final da Cidade Santa deveria ser negociado entre israelenses e palestinos

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 11h43

JERUSALÉM - O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, visitou nesta terça-feira, 23, o Muro das Lamentações em Jerusalém, um local sagrado do judaísmo, como fez o líder Donald Trump em maio.

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Pence, portando um quipá na cabeça, parou por um momento com a mão na parede, e deslizou, segundo a tradição, um pedaço de papel entre as pedras antigas, corroídas pelo tempo. Esses papéis geralmente contêm preces ou votos.

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"Uma verdadeira fonte de inspiração", disse o vice-presidente. "É uma grande honra orar neste lugar sagrado. Deus abençoe o povo judeu e sempre abençoe o Estado de Israel", escreveu ele no livro dourado.

Pence repetiu os passos de Trump em maio, quando o magnata se tornou o primeiro presidente americano no cargo a realizar este gesto.

A sensibilidade da questão fez com que Pence, assim como Trump, fosse acompanhado somente pelo rabino do muro, Shmuel Rabinovitz, e nenhum outro líder israelense.

O Muro das Lamentações está em Jerusalém Oriental, região tomada por Israel em 1967 e posteriormente anexada.

Israel considera toda Jerusalém como sua capital "indivisível", enquanto os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado a que aspiram. A comunidade internacional considera a anexação ilegal e a área em questão como território ocupado.

Trump reconheceu no dia 6 de dezembro Jerusalém como a capital de Israel, rompendo com décadas de consenso internacional. Pence reafirmou em Jerusalém que, apesar da decisão do presidente republicano, o status final da Cidade Santa deveria ser negociado entre israelenses e palestinos. / AFP

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