EFE/Alejandro Ernesto
EFE/Alejandro Ernesto

Em viagem a Cuba, Santos pedirá a Raúl mediação para crise venezuelana

Presidente colombiano também participará de uma rodada de negociações com empresários para ‘aproveitar oportunidades de intercâmbio e aumentar as exportações da ilha’

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2017 | 11h15
Atualizado 17 Julho 2017 | 13h18

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, viajou no domingo 17 a Cuba para se reunir com o líder Raúl Castro e estreitar os vínculos comerciais bilaterais. A Colômbia confirmou o encontro, mas não divulgou o assunto que deve ser abordado. Segundo o jornal Financial Times, Santos deve pedir que Havana apoie a iniciativa diplomática regional para frear a crise na Venezuela.

Questionada sobre a situação no país liderado pelo chavista Nicolás Maduro, a chanceler colombiana María Ángela Holguín - que acompanha Santos na visita - afirmou que os dois líderes devem conversar sobre a situação e buscar uma solução para a crise. "Dificilmente hoje, em um encontro de dois presidentes da região, o tema Venezuela não aparece. Todos estão preocupados."

O chefe de Estado lidera uma missão de 12 empresários que participarão de uma rodada de negociações para “aproveitar oportunidades de intercâmbio e aumentar as exportações da ilha” nas áreas de construção, agricultura e indústria, alimentos, petróleo, eletricidade e energia, indicou o governo colombiano em um comunicado.

Santos viajou acompanhando também pela ministra de Comércio, Indústria e Turismo, Maria Claudia Lacoututure, e pelo presidente da agência ProColombia, Felipe Jaramillo.

O líder colombiano será recebido por Castro no Palácio da Revolução, participará da rodada de negociações no Hotel Nacional e depositará flores no monumento ao herói da independência cubana José Martí.

Após a reunião com Raúl, Santos irá ao Palacio del Marqués de Arcos, onde prestará uma homenagem ao colombiano ganhador do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, quem manteve uma estreita relação com a ilha.

Colômbia e Cuba concordaram em 2016 em ampliar seu intercâmbio comercial no marco das novas políticas de abertura do governo de Raúl, que permitiram a Bogotá duplicar os bens e produtos que exporta com benefícios tarifários à ilha.

Durante quatro anos, Havana foi sede das negociações de paz entre o governo de Santos e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que assinaram um acordo histórico em novembro.

O líder das Farc, Rodrigo Londoño "Timochenko", está em Cuba desde o dia 4 de julho para se recuperar de um acidente vascular cerebral leve. / AFP

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