Em viagem inesperada ao Iraque, Bush defende a guerra

Em sua inesperada viagem ao Iraque, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que a guerra tem sido dura, mas que foi necessária para proteger os Estados Unidos e dar aos iraquianos a esperança de um futuro de paz. Bush visita Bagdá a apenas 37 dias de passar o comando da guerra para as mãos do presidente eleito Barack Obama, escolhido para pôr fim ao conflito. Ao final de quase duas horas de encontros com lideranças locais, em um palácio às margens do Rio Tigre, Bush defendeu a guerra que já dura quase seis anos. "O trabalho não tem sido fácil, mas é necessário para a segurança americana, a esperança iraquiana e a paz mundial", afirmou. "Estou muito grato por ter tido a chance de voltar ao Iraque antes do término da minha presidência". De muitas maneiras, a viagem surpresa foi como uma volta da vitória sem vitória. Aproximadamente 150 mil soldados americanos continuam lutando em uma guerra impopular nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Mais de 4,2 mil deles morreram no conflito, que custou aos contribuintes mais de US$ 576 bilhões. Em seu discurso, Bush ainda destacou a queda da violência em um país ainda tomado pelo conflito étnico e celebrou o recente acordo de segurança entre Estados Unidos e Iraque, que prevê a retirada total das tropas americanas até o fim de 2011.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.