Em vídeo, Al Qaeda apoia distúrbios na Tunísia

Abu Musab Abdul Wadud, líder da Al Qaeda no Magrebe Islâmico, diz em comunicado que os distúrbios no país é '(...) um grito que derruba o muro do silêncio com o qual padeceu durante muitas décadas'

Efe,

14 de janeiro de 2011 | 04h34

WASHINGTON - O líder da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), Abu Musab Abdul Wadud, felicitou nesta quinta-feira, 13, os manifestantes argelinos por seus protestos e vinculou sua causa à da rede terrorista, demonstrando apoio também aos distúrbios na Tunísia.

 

Em mensagem de áudio e vídeo de 13 minutos de duração, Wadud ofereceu seu apoio aos manifestantes na Tunísia e aconselhou os muçulmanos do país a "receberem treinamento em acampamentos militares da AQMI", de acordo com informações do Centro Americano de Vigilância de Páginas Islâmicas (Site), com sede em Maryland.

 

Na mensagem intitulada "Uma chamada à bênção e ao apoio à intifada da nossa gente na Tunísia", Abelmalek Drukdal, conhecido como Abu Musab Abdul Wadud, qualifica os distúrbios como parte da luta contra a tirania, a cruzada e os judeus, divulgou a cadeia CNN.

 

Wadud afirma que os distúrbios em Túnis, capital tunisiana, são nada mais que "um grito forte de uma vítima que enfrenta os seus carrascos, que derruba o muro do silêncio com o qual a Tunísia padeceu durante muitas décadas, um grito esperado há muito tempo e um levantamento contra a tirania".

 

A voz atribuída a Wadud assegura que a AQIM está preparada para oferecer conselhos aos tunisianos e encoraja os manifestantes a desafiarem o governo como parte de uma luta mais ampla para "libertar as terras do Islã" e estabelecer a sharia (lei islâmica).

Em outra mensagem, o líder da AQIM felicita os manifestantes argelinos por seus protestos e vincula sua causa à da sua organização.

 

No caso da Argélia, o motivo das revoltas era o aumento dos preços dos produtos de maior consumo, mas as manifestações tornaram-se reivindicações sociais, o que deu lugar ao vandalismo e à pilhagem.

 

Nos violentos protestos em Argel e em outras cidades do país, morreram pelo menos cinco pessoas, segundo o balanço oficial.

 

Na Tunísia, os distúrbios continuaram nesta quinta-feira, 13, principalmente na capital e em zonas como a bacia de Gafsa e a região turística de Hammamet. As organizações de direitos humanos elevaram a 66 o número de mortos desde que começaram os protestos sociais.

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