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Em vídeo, autor de atentados na França diz representar EI

Amedy Coulibaly deixou gravação na qual diz ter agido de forma coordenada com terroristas que atingiram Charlie Hebdo

Andrei Netto - Correspondente/Paris, O Estado de S. Paulo

11 de janeiro de 2015 | 10h21

O Ministério do Interior confirmou no início da tarde de hoje que Amedy Coulibaly é de fato o autor e o protagonista de um vídeo em que reivindica suas ações, afirmando pertencer ao grupo terrorista Estado Islâmico. O homem, de 32 anos, aparece na gravação prestando obediência ao "califado": "Vocês atacam o califado, nós os atacamos".

Amedy foi responsável pelo ataque a dois policiais na cidade de Montrouge, nas imediações de Paris, na quinta-feira, quando deixou um morto. Na sexta-feira, ele voltou a agir, desta vez atacando um mercado judaico em Porte de Vincennes, em Paris, matando outras quatro pessoas em um atentado de natureza antissemita.

Antes de perpetrar o segundo ataque, Coulibaly deixou um vídeo. Essa mensagem foi editada por "simpatizantes" e distribuída em redes sociais, e por isso faz referências ao atentado do mercado, do qual o terrorista não escapou com vida.



Na mensagem, o assassino diz ainda ter coordenado seus atentados com os irmãos Cherif e Said Kouachi, responsáveis pelo ataque à revista Charlie Hebdo, na quarta-feira, que deixou 12 mortos, entre os quais sete jornalistas e dois policiais. "Os irmãos de nossa equipe se dividiram em dois. Eles fizeram Charlie Hebdo, e eu saí um pouco contra a polícia", diz o terrorista. "Eu consegui me sincronizar para sair ao mesmo tempo, com os irmãos Kouachi. Fizemos algumas coisas juntos, outras separadas para que tenha mais impacto."  

Coulibaly era marido de Hayat Boumeddiene, de 27 anos, radical islâmica que deixou Paris em 2 de janeiro, cinco dias antes dos atentados, cruzando a fronteira da Síria no dia 8 de janeiro, onde pretendia se juntar às hostes do Estado Islâmico. 

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