Em vídeo de campanha em Nova York, Hillary mira Trump

Em vídeo de campanha em Nova York, Hillary mira Trump

O vídeo faz parte da estratégia democrata para a primária no Estado para atrair eleitores do progressista Estado lembrando-os da linguagem divisiva de Trump

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 17h01

A campanha da ex-secretária de Estado Hillary Clinton começará a veicular nos próximos dias um vídeo, cuja amostra com 30 segudos foi lançada nesta quarta-feira, 30, na internet, que será o primeiro a mirar direta e exclusivamente Donald Trump. 

O vídeo faz parte da estratégia democrata para a primária no Estado para atrair eleitores do progressista Estado lembrando-os da linguagem divisiva de Trump. Entre as imagens, estão tomadas de uma manifestação, deste mês, no qual um partidário de Trump, branco, espanca um manifestante negro. 

Hillary competirá com Bernie Sanders pelos delegados na votação do dia 19, mas sua campanha nesse Estado já mira seu provável oponente nas eleições gerais de novembro. Nova York é berço político de Hillary, por onde ela foi senadora por oito anos, e o Estado de nascimento de Trump. 

O caro mercado publicitário nova-iorquino deve se transformar na primeira arena nacional entre eles. "Quando alguém diz que podemos resolver os problemas da América construindo muros, banindo pessoas por suas religiões, nos acusando mutuamente ... Bem, isso é Nova York. Nós sabemos bem", diz Hillary para a câmera à frente de um outdoor sobre um novo hotel Trump na cidade, como descreve reportagem do site especializado Politico. 

A organização da campanha de Hillary informou ao site que um evento está sendo planejado no Apollo Theater, no Harlem, no qual ela deve discursar com o mesmo tom, se projetando como um contraste com Trump. 

Na segunda-feira, em Wisconsin, Hillary reforçou essa mensagem ao ser questionada sobre o que achava da acusação contra o gerente da campanha de Trump, Corey Lewandowski, de agressão contra uma repórter. Segundo ela, o candidato é responsável pelo que acontece em sua campanha. 

"O que Donald Trump vem fazendo nos últimos meses é incentivar o comportamento violento, agressivo, o que eu acho muito perigoso e tem resultado em ataques contra as pessoas em seus eventos, incluindo essa acusação contra seu gerente de campanha. Em última instância, a responsabilidade é de Trump". 

Na terça-feira, a polícia da Flórida acusou Lewandowski e o prendeu por agarrar e machucar intencionalmente o braço de Michelle Fields, repórter de um canal de notícias conservador, quando ela tentou fazer uma pergunta a Trump em um evento no dia 8.

Ele e Trump, inicialmente, negaram que o incidente tivesse ocorrido. Imagens de câmeras de segurança e testemunho de um repórter do Washington Post, porém, corroboram a versão de Michelle, que pediu demissão por acreditar que a TV não a apoiou. 

Nesta quarta-feira, Trump prometeu ficar ao lado de seu gerente de campanha. Em uma rodada de entrevistas televisivas, ele minimizou o incidente. / COM REUTERS 

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