Al-Jazira/Reprodução
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Em vídeo, novo líder da Al-Qaeda pede vingança pela morte de Bin Laden

Egípcio Ayman al-Zawahiri convoca insurgentes a 'perseguir' os Estados Unidos

Agência Estado

15 de agosto de 2011 | 12h14

DUBAI - Em um novo vídeo publicado na internet, o atual líder da organização terrorista Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou os insurgentes muçulmanos a atacar os Estados Unidos e vingar a morte de seu antecessor, Osama bin Laden. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo SITE Intelligence Group, grupo que acompanha as atividades online de organizações terroristas.

 

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Citando o vídeo postado em fóruns de insurgentes, o SITE disse que o novo líder da Al-Qaeda pede aos muçulmanos que "persigam" os Estados Unidos por causa do assassinato de Bin Laden. "Hoje, os Estados Unidos estão cambaleando...sigam-nos onde vocês sabem que estão, sigam-nos para suprimir o que ainda permanece de sua corrupção", disse Zawahiri no vídeo de 12 minutos direcionado aos "irmãos muçulmanos de todo o mundo".

 

"Persigam a América, que matou o 'imã dos mujahedin', jogou seu corpo no mar e então capturou suas mulheres e filhos", disse ele sobre Bin Laden, que foi morto num ataque americano no Paquistão em 2 de maio.

 

Zawahiri, que assumiu o controle como chefe da Al-Qaeda após a morte de Bin Laden, também pediu aos muçulmanos que empreendam uma batalha "intelectual", usando os modernos meios de comunicação. "O movimento muçulmanos em geral e o movimento jihadista em particular devem empreender uma batalha de argumentos intelectuais da mesma forma como a batalha com armas", disse ele.

 

O egípcio também pediu a implementação da lei islâmica da Sharia como fonte de legislação da Tunísia e no Egito, onde grandes manifestações populares derrubaram os governantes autocráticos desses países no início deste ano.

 

O extremista, que atualmente é o homem mais procurado pelos Estados Unidos, ficou detido por três anos no Egito por sua militância e esteve envolvido no assassinato do presidente egípcio Anwar Sadat em 1981 e no massacre de turistas em Luxor em 1997. As informações são da Dow Jones.

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