Chris Kleponis/Pool/EFE/EPA
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Em vídeo, Trump condena violência, mas não comenta impeachment 

Presidente também afirmou que houve um 'ataque sem precedentes' à liberdade de expressão quando as empresas de mídia social, incluindo o Twitter, o baniram nos últimos dias

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 20h45

WASHINGTON - Utilizando a conta oficial da Casa Branca no Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou um vídeo na noite desta quarta-feira, 13, no qual condenou a violência da invasão ao Capitólio, no dia 6, mas não comentou o impeachment que sofreu mais cedo na Câmara. O segundo impeachment contra o presidente - pela primeira vez na história americana - foi aprovado com dez votos de republicanos e irá agora para o Senado. 

Trump, que está a uma semana de deixar o cargo, concentrou seus comentários na violência no Capitólio, o que levou a Câmara dos Deputados a impugná-lo por "incitar à insurreição". "Quero ser muito claro, condeno inequivocamente a violência que vimos na semana passada. A violência e o vandalismo não têm absolutamente nenhum lugar em nosso país e nenhum lugar em nosso movimento", disse. Segundo ele, os envolvidos nos ataques serão levado à Justiça. 

O presidente também afirmou que houve um “ataque sem precedentes” à liberdade de expressão quando as empresas de mídia social, incluindo o Twitter, o baniram nos últimos dias.

O vídeo publicado esta noite faz um contraste com sua primeira mensagem sobre os tumultos, divulgado horas depois da incursão que terminou com cinco mortos. Naquele vídeo, ele se dirigiu aos manifestantes dizendo: "Nós te amamos" e "Você é muito especial".

Mais tarde, em uma tentativa de justificar suas ações em um tuíte, escreveu: "Essas são as coisas e eventos que acontecem quando uma vitória eleitoral esmagadora e sagrada é roubada sem cerimônia e eliminada cruelmente".

Desde então, muitas empresas de mídia social baniram o presidente de usar suas plataformas e sua conta pessoal no Twitter foi retirada permanentemente do ar. /COM REUTERS e AFP

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