Em visita à Arábia Saudita, Chirac adverte Síria

O presidente da França Jacques Chirac iniciou neste sábado uma visita de três dias a Arábia Saudita com um alerta à Síria. Segundo o líder francês, a comunidade internacional não poupará esforços contra o país caso Damasco tente desestabilizar o processo de paz no Líbano. Chirac foi recebido no aeroporto de Riad pelo rei saudita Abdulalah, com quem deverá discutir, entre outras coisas, a crise entre Síria e Líbano, a disputa sobre o programa nuclear iraniano e a violência no Iraque. O alerta a Damasco foi feito ao jornal Árabe Al-Hayat, publicado aos sábados. "A Síria precisa entender que qualquer ato que intervenha na estabilidade do Líbano, seja através do envio de armas ou por assassinatos, acionará uma resposta por parte da comunidade internacional", disse. Chirac enfatizou que a Síria deve cooperar com as investigações sobre o assassinato do ex-primeiro ministro libanês Rafik Hariri. A recomendação foi seguida pela Arábia Saudita, que pediu a colaboração da Síria. De acordo com as investigações mais recentes, funcionários do governo Sírio estariam envolvidos no crime, que aconteceu em 14 de fevereiro do ano passado. A comissão da ONU que está cuidando do caso requisitou uma entrevista com o presidente Sírio Bashar Assad, que é acusado de ter ameaçado Hariri meses antes do assassinato. Assad, que negou a alegação, tem se esquivado do pedido da ONU com o argumento de que não está preparado para ser entrevistado. Amigo próximo de Hariri, Chirac disse na entrevista que o assassinato do ex-premier não permanecerá impune. "A verdade e a justiça são necessários na busca por um novo Líbano", disse. "Os responsáveis por esse assassinato precisam perceber que aqueles que defendem a independência do Líbano não estão sozinhos. A comunidade internacional está do lado dos libaneses e está determinada a vencer", completou.

Agencia Estado,

04 Março 2006 | 14h13

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